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O que fazer?

Menina foi morta por um rapaz que ouviu vozes dizendo que deveria matar uma criança; família de suspeito alega que ele teve um surto de esquizofrenia

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Ieda foi morta a caminho da escola
Ieda foi morta a caminho da escola

Sabe aquele assunto que incomoda, faz sofrer, dói, mas, não devemos evitá-lo? Ainda com a profunda dor pela perda da pequena Ieda, a menininha morta a facadas quando ia para a creche por um rapaz que ouviu vozes dizendo que deveria matar uma criança, volto ao tema apenas para garantir – e é essa a palavra – garantir que nada vai mudar e que não faremos nada para evitar a repetição desta tragédia. O que beira o inacreditável, pois, se há um aspecto positivo quando um desastre acontece é exatamente tomarmos como exemplo para prevenir.

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Vejamos um caso que está no portal de notícias de Santa Tereza e já foi alvo de reportagem na RecordTV Minas. Há uma mulher que mora na Praça Duque de Caxias nos últimos anos. Seria filha de um coronel reformado. É digna da compaixão de todos, mas, de repente, se torna agressiva tendo atacado duas senhoras na porta da igreja. A Polícia Militar foi procurada e disse que, quando a denúncia envolve pessoa com transtornos mentais, encaminha ao CERSAM (Centro de Referência em Saúde Mental). A Secretaria Municipal de Assistência Social diz que a agressora é acompanhada pelo Serviço Especializado em Abordagem Social desde julho de 2016.

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É o procedimento padrão. Sempre foi assim. Ninguém do governo federal, do estadual ou de qualquer prefeitura mineira assume o caso para resolver. Os da área social falam de CERSAM, SEAS, CREAS e um monte de outras siglas, jurando assistência, prometendo acompanhar e pedindo compaixão; os da segurança ressaltam seus limites, lembram aspectos legais e dizem que estão a postos.

Conversa pura. Ninguém resolve. E, para ser sincero, também não tenho solução com base nas leis e nos procedimentos que temos. É proibido internar se a pessoa não quiser, não se pode impor o medicamento, porque os direitos da pessoa precisam ser respeitados e viver na rua é um direito, ainda que, eventualmente, esse dono de direitos agrida uma senhora de idade que só quer rezar.

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Ninguém resolve. Deputado não fala, vereador se esconde, nós do rádio mudamos de assunto. Até a próxima tragédia.

Ah, e quem vai à missa das 10 da manhã de domingo em Santa Tereza? Bom, tomar cuidado, muito, e “garrar” no terço.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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