Antidepressivos não devem ser prescritos sem levar em conta as peculiaridades do paciente
Prescrição indiscriminada de medicamentos faz com que haja uma solução generalizada para todos os quadros clínicos
Nem sempre é fácil ou simples diferenciar o que é um comportamento normal de um anormal para dar um diagnóstico psiquiátrico. Causas não apenas biológicas, como sociais, ambientais e até culturais, foram muito negligenciadas nas últimas décadas.
Eu percebo na minha prática clínica de mais de 30 anos de psiquiatria que, infelizmente, alguns diagnósticos estão sendo feitos de forma sumária e leviana.
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Há uma prescrição indiscriminada de medicamentos, como antidepressivos, ansiolíticos, antipsicóticos e estabilizadores de humor, para uma gama de patologias diferentes, sem levar em consideração as peculiaridades individuais de cada ser humano.
Precisa haver uma mudança de paradigma para que o diagnóstico psiquiátrico não seja banalizado e, consequentemente, não haja uma medicação generalizada para todos os quadros clínicos.
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