CEO da United confirma contato com American Airlines para discutir possível fusão
Scott Kirby diz estar confiante em criar companhia aérea verdadeiramente excelente, amada pelos clientes e com aprovação regulatória

O CEO da United Airlines, Scott Kirby, tem um sonho que parece impossível, mas não esconde de ninguém. E nesta segunda-feira ele confirmou que entrou em contato com a American Airlines para explorar uma possível fusão entre as duas companhias aéreas americanas, uma medida que gerou preocupações sobre a concorrência no setor aéreo.
“Eu estava confiante de que essa combinação, que consistiria em adicionar e não subtrair, criando uma companhia aérea verdadeiramente excelente e amada pelos clientes, poderia obter a aprovação regulatória”, disse Kirby em um comunicado.
O CEO da United já havia mencionado a ideia de uma fusão ao alto escalão da Casa Branca, em uma conversa que veio à tona recentemente.
A American Airlines descartou a ideia de negociações com a United, afirmando em um comunicado, há dez dias, que “não está envolvida nem interessada” em quaisquer discussões de fusão.
“Eu esperava apresentar essa história à American Airlines, mas eles se recusaram a participar e, em vez disso, fecharam as portas publicamente. E sem um parceiro disposto, algo tão grande simplesmente não pode ser feito”, disse Kirby na segunda-feira.
O CEO da United já havia insinuado uma possível expansão. No entanto, qualquer fusão enfrentaria um rigoroso escrutínio regulatório. A confirmação do desejo de Kirby é dada em um momento em que o presidente Donald Trump mostra o desejo de controlar a Spirit Airlines, que já declarou estado de falência e que companhias aéreas americanas de baixo custo como a Frontier e a Avelo ensaiam passar o pires junto à Casa Branca para levantar cerca de US$ 2,5 bi, em uma espécie de empréstimo para cobrir custos inesperados com a alta do petróleo, desencadeada pela guerra no Oriente Médio.
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