Aéreas americanas de baixo custo querem pedir a Trump auxílio de US$ 2,5 bilhões pela alta do petróleo
Enquanto as negociações da Spirit com as autoridades continuam, executivos do setor veem uma oportunidade para negociar assistência financeira e isenção fiscal

Companhias aéreas de baixo custo americanas, como a Frontier e a Avelo, buscam o equivalente a R$ 12,5 bi (US$ 2,5 bi) em ajuda do governo dos Estados Unidos, em troca de bônus que podem ser convertidos em participações acionárias nas empresas. A informação foi publicada pelo The Wall Street Journal.
O grupo de companhias aéreas de baixo custo chegou à cifra de US$ 2,5 bilhões calculando o quanto estima gastar a mais com combustível de aviação este ano em comparação com suas previsões anteriores. A estimativa pressupõe que os preços do combustível de aviação permanecerão acima de US$ 4 por galão, em média, pelo resto do ano. A alta foi causada pelo conflito no Oriente Médio.
Os diretores executivos dessas companhias aéreas se reuniram com o secretário de Transportes, Sean Duffy, e com o chefe da Administração Federal de Aviação, Bryan Bedford, em Washington, segundo o jornal, que acrescentou que as discussões sobre um possível pacote de ajuda devem continuar nos próximos dias.
A Casa Branca e a Frontier não comentaram a informação.
Um porta-voz da Avelo disse à Reuters que a companhia aérea não tinha comentários específicos sobre o relatório, mas afirmou que “concorda enfaticamente que uma indústria aérea saudável, com forte concorrência, é importante para a economia dos EUA, especialmente neste período de altos preços dos combustíveis”.
A proposta destaca uma das consequências da guerra com o Irã, iniciada por Washington: um aumento nos preços do combustível de aviação que praticamente dobrou os custos, comprimindo as margens de lucro e levando as companhias aéreas mais frágeis à beira da falência.
A medida também surge no momento em que o governo Trump se aproxima de fechar um acordo para resgatar a companhia aérea de baixo custo Spirit Airlines, que pode incluir até US$ 500 milhões em financiamento com garantia governamental para ajudá-la a continuar operando durante o processo de falência.
Durante a pandemia de COVID-19, o Tesouro dos EUA recebeu títulos de garantias de grandes companhias aéreas em troca de ajuda no âmbito de um programa de apoio de 54 bilhões de dólares, mas acabou arrecadando apenas 556,7 milhões de dólares com a venda desses títulos, já que muitos se mostraram de pouco valor.
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