Saiba como comandante operou centenas de voos com passageiros sem licença obrigatória
Companhia aérea não informou quando descobriu a ilegalidade, mas acrescentou que relatou o assunto voluntariamente às autoridades
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Um caso de ilegalidade grave na aviação comercial do Canadá assustou o país após a descoberta de que um ex-comandante de linha aérea, alvo de uma investigação por “fraude complexa”, não possuía a licença adequada para o cargo, afirma a Air Canada.
A maior companhia aérea do país afirmou em comunicado nesta segunda-feira (8) que o piloto, que não foi identificado por não ser mais funcionário da empresa, foi afastado de suas funções assim que a companhia tomou conhecimento do ocorrido.
A Air Canada não informou quando descobriu o ocorrido, mas acrescentou que “relatou o assunto voluntariamente” ao Ministério dos Transportes do Canadá, que aplicou uma multa ao piloto.
A Polícia Regional apontou que o comandante realizou centenas de voos sem a licença específica necessária para pilotar. Os investigadores divulgarão os resultados da investigação nas próximas horas.
“A segurança não foi comprometida por este incidente, pois todos os pilotos da Air Canada passam por treinamento recorrente obrigatório a cada seis meses para validar sua competência de voo, incluindo uma verificação de voo com um piloto verificador certificado pela Transport Canada a cada 12 meses. No entanto, o licenciamento adequado é uma camada essencial da abordagem multifacetada da indústria aérea em relação à segurança, portanto, a Air Canada leva este assunto com a máxima seriedade”, diz o comunicado da Air Canada.
“A empresa realizou uma auditoria em seu grupo de pilotos e não encontrou outros casos de não conformidade. Além disso, as licenças de piloto são verificadas por um piloto verificador certificado duas vezes por ano como parte das verificações e treinamentos recorrentes, e a Air Canada reforçou suas práticas administrativas na verificação física das licenças. Isso inclui a verificação dos documentos originais emitidos pelo Transport Canada.”
De acordo com o Global News, a Air Canada afirmou que o indivíduo era um piloto treinado, que possuía uma licença de piloto comercial válida e que cumpria ou excedia os requisitos de treinamento recorrente.
“No entanto, embora tanto os comandantes quanto os primeiros oficiais sejam treinados para operar aeronaves, os regulamentos exigem que os comandantes de aeronaves de grande porte operadas por companhias aéreas no Canadá possuam uma licença de piloto de transporte aéreo (ATPL), obtida por meio da aprovação em uma série de exames escritos”, afirmou a companhia aérea.
“Este indivíduo, que havia sido promovido a comandante, não possuía a licença ATPL obrigatória para o cargo. Assim que a Air Canada tomou conhecimento disso, o indivíduo foi imediatamente afastado do serviço ativo, e a empresa reportou o caso voluntariamente ao Ministério dos Transportes do Canadá.”
A Air Canada acrescentou que não fará mais comentários devido à investigação criminal em andamento.
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