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Luiz Fara Monteiro

Companhias aéreas europeias têm prazo de duração para estoque de combustível e podem deixar de operar em setembro

CEO da Wizz Air diz que aéreas correm risco de fechar as portas se o preço do combustível de aviação permanecer em níveis elevados. Suécia alerta para escassez

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Aeronaves no Aeroporto Malpensa, em Milão: estoque de combustível preocupa Luiz Fara Monteiro

O CEO da húngara Wizz Air, com 197 aeronaves em sua frota, afirmou que as companhias aéreas de toda a Europa podem correr o risco de fechar as portas até setembro se o preço do combustível de aviação permanecer em níveis elevados. József Váradi alertou que a queda nas reservas no final do verão já causam dificuldades para as companhias aéreas.

No entanto, o impacto adicional da crise do combustível de aviação pode ser desastroso.


“No momento, todas as companhias aéreas estão vendendo passagens para atender à demanda de verão, que é a época com a maior capacidade disponível a preços mais altos durante o ano, mas você fica sem energia no final de junho.’

Em declarações ao Telegraph , ele acrescentou: “As companhias aéreas quebram duas vezes por ano, em setembro e fevereiro. As companhias aéreas com baixa liquidez sofrerão imensa pressão em setembro.”


‘Ninguém está realmente reduzindo a capacidade durante o verão porque você ainda está ganhando dinheiro. O inverno é totalmente diferente. Minha expectativa pessoal é que haverá uma grande retirada de capacidade do mercado em setembro e outubro.’

Algumas companhias aéreas já fizeram cortes e mudanças em decorrência da crise atual. A alemã Lufthansa cancelou 20.000 voos de verão na Europa devido ao aumento dos preços dos combustíveis, que tornou muitas viagens “não rentáveis”. A Lufthansa afirmou que os cortes economizariam 40 mil toneladas de combustível de aviação.


A associação comercial Airlines UK afirmou que os ministros precisam se preparar se quiserem evitar transtornos futuros, alertando para o “impacto imediato no setor de aviação do Reino Unido e nos consumidores britânicos”.A interrupção no fornecimento de combustível de aviação continua ou piora.

SUÉCIA


Na Suécia, o alerta para uma possível escassez de combustível de aviação decorrente da guerra no Oriente Médio, veio do ministro da Energia do país, aconselhando os viajantes a incluírem alguma flexibilidade em seus planos, sempre que possível.

A guerra de dois meses iniciada pelos Estados Unidos e Israel no Oriente Médio fechou o Estreito de Ormuz e reduziu o fornecimento global de petróleo em 20%, na maior interrupção de fornecimento da história, elevando os preços do petróleo bruto para bem mais de US$ 100 por barril, informa a Reuters.

O governo sueco afirmou que atualmente existe estoque de combustível de aviação no país, mas que pode haver escassez mais adiante.

“Queremos alertar com bastante antecedência que existe o risco de não haver combustível de aviação suficiente”, disse a ministra da Energia, Ebba Busch, em coletiva de imprensa, sem especificar quando os problemas poderiam surgir.

ESPANHA

Essa semana o Ministério da Indústria e Turismo da Espanha aconselhou os turistas a reservar passagens aéreas com a maior antecedência possível para fugir dos inevitáveis aumentos de tarifas, já que a escalada dos preços do petróleo, impulsionada pelo conflito iniciado pelos Estados Unidos e Israel no Irã, ameaça elevar consideravelmente os custos de viagem.

ÍNDIA

A crise é mundial e na Índia, as companhias aéreas Air India, IndiGo e SpiceJet informaram ao governo que o setor está sob extrema pressão e à beira da paralisação das operações, solicitando revisão nos preços do querosene de aviação e apoio financeiro. A turbulência no Oriente Médio e as restrições ao espaço aéreo aumentaram os custos operacionais das aéreas, especialmente em rotas de longa distância. O querosene de aviação (ATF) representa quase 40% das despesas operacionais de uma companhia aérea. Nesse contexto, a Federação das Companhias Aéreas Indianas (FIA) enviou uma carta ao Ministério da Aviação Civil, solicitando medidas para estender o mesmo mecanismo de precificação de combustível a todas as operações domésticas e internacionais, como foi feito no passado com o estabelecimento da faixa de preço de referência.

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