Copa 2026: hotéis dos EUA dizem que evento até agora não se refletiu nas reservas
Setor hoteleiro afirma que procura antecipada em algumas cidades-sede está no mesmo nível ou abaixo de temporadas anteriores
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O impacto econômico positivo esperado pelo setor hoteleiro nos Estados Unidos por conta da Copa do Mundo, por enquanto, está na promessa. Reportagem da Forbes aponta que a demanda pelo torneio ficará muito aquém do que foi prometido pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino.
“Não era verdade quando foi dito e não vai se concretizar agora”, disse Jan Freitag, diretor nacional de análise de mercado de hotelaria da CoStar, uma empresa de benchmarking do setor, à Forbes.
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Uma análise da FIFA que projetou que a Copa do Mundo geraria US$ 30,5 bilhões em produção econômica baseava-se na premissa de que milhões de turistas internacionais iriam em massa para o torneio.
No ano passado, a FIFA informou aos responsáveis pelo turismo nas cidades-sede da Copa do Mundo que esperassem uma divisão de 50/50 entre visitantes nacionais e internacionais.
Mas aproximadamente sete em cada dez entrevistados na pesquisa da AHLA disseram que as barreiras de visto e preocupações geopolíticas mais amplas estão suprimindo significativamente a demanda internacional.
“A falta de turistas internacionais certamente prejudicará o impacto econômico geral”, disse Freitag. E a dimensão desta Copa do Mundo — abrangendo 16 cidades-sede em três países — apresenta muitos obstáculos logísticos para viajantes internacionais.
“Uma diferença fundamental é que este torneio é muito maior do que outras Copas do Mundo”, disse Alan Fyall, vice-reitor da Faculdade de Administração Hoteleira Rosen da Universidade da Flórida Central, à Forbes. “É mais disperso, mais caro e viajar é mais complicado.”
Quais cidades da Copa do Mundo registram um “não-evento” para o setor hoteleiro?
Aproximadamente 85 a 90% dos hoteleiros em Kansas City relatam que as reservas estão abaixo do esperado para um mês de junho ou julho sem grandes eventos.
Nas quatro cidades-sede — Boston, Filadélfia, São Francisco e Seattle — quase 80% dos hoteleiros afirmam que as reservas estão abaixo do esperado para um verão típico, com muitos descrevendo o torneio como um “não-evento”.
Em Los Angeles, cerca de 65 a 70% dos entrevistados pela AHLA relatam reservas abaixo das expectativas, frequentemente em linha com ou abaixo do esperado para um verão típico.
Da mesma forma, aproximadamente dois terços dos hotéis da cidade de Nova York relatam reservas mais fracas do que o esperado, que acompanham a demanda normal de verão, mas não a demanda elevada.
Cidades-sede da Copa do Mundo registram aumento nas reservas de hotéis
Em Miami, mais da metade (55%) dos entrevistados afirma que as reservas estão acima das expectativas e dos índices típicos de verão. Metade dos hotéis de Atlanta (50%) relata que as reservas estão em linha com as expectativas ou acima delas, e acima de um mês típico de junho ou julho.
Nas duas cidades-sede do Texas — Dallas e Houston —, aproximadamente 70% dos entrevistados relatam que as reservas estão abaixo das expectativas para a Copa do Mundo, embora ainda estejam, em geral, em linha com um mês típico de junho ou julho, o que indica um “impulso incremental limitado” proveniente do torneio, de acordo com o relatório da AHLA.
Esperança está nos fãs de última hora
Para os jogos de junho, o período de reservas para torcedores internacionais está se encerrando.
“Se um time tem uma base de fãs que precisa de visto, esse tempo está se esgotando, ou já passou”, disse Freitag à Forbes.
“Se os torcedores de um país não conseguirem vistos, então você depende dos americanos que acompanham o time ou de pessoas que se mudaram para cá e já estão no país.” Mas ainda há esperança de que as fases finais do torneio gerem uma demanda robusta por quartos de hotel por parte de viajantes internacionais, “se eles puderem pagar um ingresso”, disse Freitag. “Acho que os preços no mercado secundário estão, digamos, ‘robustos’.” A expectativa é de que a demanda por quartos de hotel aumente em julho, após as primeiras rodadas do torneio, disse Fyall à Forbes.
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