Passageiros em voo com médico infectado por Ebola têm suspeitas de contaminação
França confirma primeiro caso de Ebola em médico que retornava de missão na República Democrática do Congo
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A França anunciou na quarta-feira (24) o primeiro caso confirmado de Ebola identificado em seu território, em um médico que havia retornado da República Democrática do Congo, país africano que enfrenta um grande surto da doença.
O paciente, que chegou a Paris na terça-feira em um voo da Air France, “embarcou em um voo comercial vindo de Kinshasa e estava praticamente assintomático, com exceção de dores de cabeça”, disse o ministério.
Veja Também
Autoridades sanitárias investigam agora a possível contaminação de outros cinco passageiros que estavam a bordo.
Este é o primeiro caso de febre hemorrágica mortal identificado fora do continente africano durante o surto atual, que também afetou Uganda.
É a primeira vez que a França detecta o Ebola. Em 2014, durante um surto na África Ocidental, dois pacientes foram transportados para a França, mas o diagnóstico havia sido feito no exterior, informa o France 24.
O Ministério da Saúde afirmou ter identificado “o primeiro caso positivo de doença pelo vírus Ebola em território nacional”.
Voo da Air France
O estado de saúde do médico “piorou ligeiramente durante o voo”, após o que o paciente foi imediatamente isolado e recebeu cuidados médicos ao aterrissar em Paris, mesmo antes da doença ser oficialmente identificada, acrescentou o ministério.
O paciente encontrava-se em “condição estável”, com uma carga viral “muito baixa”, acrescentou o ministério.
O médico viajou em um voo da Air France, informou a companhia aérea, acrescentando que forneceu a lista de passageiros às autoridades.
“O contato com esses passageiros está sendo tratado pelas autoridades de saúde”, disse a Air France.
A ministra da Saúde, Stéphanie Rist, afirmou posteriormente que outros cinco passageiros foram identificados como possíveis contatos e colocados em isolamento por precaução.
O gabinete do primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que ele estava monitorando a situação “muito de perto”, mas o Ministério da Saúde ressaltou que o risco de transmissão permanecia baixo.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou na quarta-feira que o risco global “permanece baixo”.
A ALIMA (Aliança para Ação Médica Internacional), uma organização humanitária médica internacional, afirmou que o paciente era um de seus médicos. O grupo afirmou que estava buscando “entender como a contaminação pode ter ocorrido”.
Os trabalhadores humanitários são normalmente obrigados a cumprir uma quarentena de três semanas após o contato com casos infectados.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp


















