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A pele conta a nossa história

Dossiê “Brasil à Flor da Pele” reforça que a pele é o maior órgão do corpo humano e espelho do bem-estar físico e emocional

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Sob o sol do campo: a pele do trabalhador rural pede cuidado e proteção Foto: Arquivo pessoal

No campo, o sol é companheiro diário. Mas a exposição constante, sem a devida proteção, pode trazer sérios riscos à saúde da pele — como queimaduras, envelhecimento precoce e até câncer.

O dossiê “Brasil à Flor da Pele”, lançado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em parceria com a L’Oréal Beleza Dermatológica, reforça que cuidar da pele é cuidar da saúde. O trabalhador rural, que dedica a vida à terra, também precisa de acesso à dermatologia, à informação e à proteção solar adequada.


A pele é o maior órgão do corpo humano — e o primeiro a sentir os efeitos da desigualdade no acesso à saúde. O estudo investigou os hábitos de cuidado da população brasileira e destacou a importância da dermatologia para a saúde, a autoestima e o bem-estar.

De acordo com o levantamento, a renda é um forte preditor de acesso: as classes A e B (69% e 66%, respectivamente) apresentam taxas significativamente maiores de atendimento dermatológico do que as classes C (46%) e D/E (32%).


Realizado pelo Instituto Datafolha em 136 municípios de todas as regiões do país, o estudo traz dados inéditos e revela um Brasil atento, mas ainda distante do cuidado especializado. Um em cada quatro brasileiros não sabe que o dermatologista é médico, e apenas 12% se consultaram com esse especialista no último ano.

A iniciativa também busca orientar a população sobre os riscos de se consultar com profissionais não habilitados. Afinal, nem todo “doutor” é médico — e entender essa distinção é fundamental para a segurança dos pacientes.


“Precisa estar muito claro para a população que o dermatologista é médico. O cuidado com a pele vai muito além da estética: envolve saúde, diagnóstico e tratamento de doenças. No entanto, ainda vemos muitas pessoas sendo atendidas por profissionais sem formação em medicina, o que coloca vidas em risco. Nosso papel como entidade médica é alertar: sempre verifique se o profissional é médico, com CRM ativo e Registro de Qualificação de Especialista (RQE)”, destacou o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui.

Dr. Carlos Barcaui, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Foto cedida: Sociedade Brasileira de Dermatologia


Outro dado relevante mostra que 86% dos entrevistados reconhecem que problemas dermatológicos devem ser tratados por um especialista, mas 43% raramente observam pele, cabelos e unhas em busca de sinais de doença. Entre os homens, apenas 37% já consultaram um dermatologista, contra 55% das mulheres. O levantamento também aponta diferença por cor de pele: 58% das pessoas brancas já fizeram consulta, frente a 41% das pessoas negras.

“O dossiê Brasil à Flor da Pele é um marco porque transforma dados em direção. Pela primeira vez, conseguimos mapear como a desigualdade de acesso e a desinformação impactam a saúde da pele no Brasil. Esses números nos convocam a agir não apenas como indústria, mas como agentes de transformação social. Cuidar da pele é cuidar da saúde, da dignidade e da autoconfiança das pessoas”, disse Hanane Saidi, diretora-geral da divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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