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Produção de azeite no Sudeste em 2025 deve cair pela metade em relação ao ano passado

Temperaturas elevadas e o longo período de estiagem no inverno prejudicaram a indução floral e o pegamento dos frutos

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Entrada das azeitonas para extração Foto cedida : Ascom EPAMIG

A olivicultura foi mais um cultivo afetado pelas mudanças climáticas. Apesar disso, 2024 foi um bom ano para o setor. Alguns azeites foram premiados e, com esse reconhecimento, contribuíram para comprovar a qualidade dos produtos nacionais.

O início da colheita já começou no Campo Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), localizado no município de Maria da Fé, na conhecida Serra da Mantiqueira.

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Profissionais da EPAMIG monitoram há anos a extração de azeite extravirgem, além de realizarem pesquisas para garantir a excelência do produto.

A empresa coordena 11 projetos de estudo sobre a cultura da oliveira, que abrangem desde o controle de doenças, nutrição mineral, parâmetros fisiológicos e polinização, até o melhoramento genético. Além disso, conta com outros 4 projetos em parceria com instituições públicas, com um investimento de R$ 18,3 milhões.

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“Nosso objetivo é desenvolver cultivares mais adaptadas às mudanças climáticas. Estamos conduzindo diversos estudos que, nos próximos três a quatro anos, começarão a gerar resultados concretos para os produtores”, afirmou Pedro Moura, coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da EPAMIG.

Extração do azeite em Maria da Fé, Minas Gerais Foto cedida : Ascom EPAMIG

Mas o que esperar da safra de 2025? Pedro Moura explicou que as temperaturas elevadas e o longo período de estiagem no inverno prejudicaram a indução floral e o pegamento dos frutos. Além disso, as frentes frias e a alta umidade durante a florada também afetaram a polinização.

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Um dos fatores que contribuem para a variação na produção é a bienalidade. Isso significa que esse cultivo apresenta anos de alto e baixo rendimento. Essa oscilação, somada às condições climáticas, impacta o resultado final da colheita.

“Estimamos que a produção na região Sudeste em 2025 fique entre 40% e 50% do volume registrado no ano passado, quando foram extraídos cerca de 150 mil litros de azeite. Com isso, devemos ter entre 60 e 75 mil litros este ano”, comentou Pedro.

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No dia 21 de fevereiro, ocorrerá no Campo Experimental o Azeitech 2025, um evento gratuito que abordará práticas agrícolas sustentáveis e agricultura regenerativa.

“A olivicultura está se expandindo para além da Mantiqueira, e isso torna essencial o investimento em pesquisa, especialmente no desenvolvimento de variedades adaptadas a diferentes condições climáticas. A Câmara Técnica irá fortalecer essa missão e levar discussões sobre o tema para eventos como o Azeitech”, ressaltou, Moacir Nascimento, presidente da Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira (ASSOOLIVE).

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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