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Crédito rural em retração histórica pressiona produtores e eleva risco de saída da atividade

Funil do Plano Safra, juros de mercado e custos adicionais aumentam o custo do financiamento e fragilizam cadeias agrícolas

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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GO. 10-05-2024- Dr. João Domingos e Dr. Leandro Marmo, João Domingos Advogados Foto Wanezza Soares CREDITO OBRIGATORIO Foto cedida: Wanezza_Soares

O crédito rural brasileiro enfrenta a fase mais crítica desde o Plano Real. Dados da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul)mostram que, no primeiro trimestre da safra 2025/2026 (julho a setembro), os recursos destinados ao custeio caíram 23% no país e 25% no Rio Grande do Sul, enquanto os investimentos recuaram 44% e 39%, respectivamente.

A análise de crédito mais rígida, exigência de garantias e a morosidade procedimental forçam os agricultores a recorrer ao crédito livre, com juros de mercado em torno de 15% ao ano, que podem chegar a 30%–40% quando somadas taxas, seguros e outros custos acessórios.


“Enquanto o funil persistir, a migração para o crédito livre continuará transferindo risco sistêmico ao produtor — o elo menos capaz de absorver o custo financeiro extraordinário”, afirmou Leandro Marmo, advogado especialista em Direito do Agronegócio.

Segundo ele, a situação já ameaça a continuidade de operações, com produtores desmobilizando ativos, vendendo áreas e rebanhos para honrar compromissos.

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