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Etiqueta eletrônica ganha status de inovação sustentável

Tecnologia substitui etiquetas de papel e fortalece agenda ESG no varejo

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Etiqueta eletrônica ganha status de inovação sustentável Foto cedida: Toledo do Brasil

A adoção de etiquetas eletrônicas ganha espaço como uma solução inteligente e sustentável.

Substituindo as tradicionais etiquetas de papel, a tecnologia reduz custos operacionais, elimina desperdícios e fortalece o compromisso ambiental das empresas.


Em entrevista ao Mundo Agro, Gustavo Cruz, Coordenador de Produtos da Toledo do Brasil, explica como essa inovação alia eficiência à responsabilidade ambiental, otimização de processos e fortalecimento da imagem do varejista junto ao consumidor.

Gustavo Cruz, Coordenador de Produtos da Toledo do Brasil Foto cedida: Toledo do Brasil

Mundo Agro: Etiqueta eletrônica passa a ser uma invenção verde. Como surgiu, qual investimento e retorno que vocês esperam ter?

Gustavo Cruz: A etiqueta eletrônica surgiu como uma solução tecnológica para tornar os processos de precificação no varejo mais ágeis, precisos e sustentáveis. Tradicionalmente, a troca de preços impressos em papel exige mão de obra constante e gera resíduos significativos. Com a etiqueta eletrônica, conseguimos eliminar esse ciclo, proporcionando uma alternativa mais eficiente e amiga do meio ambiente. O investimento inicial inclui tanto a infraestrutura de comunicação quanto a aquisição das etiquetas. Em contrapartida, o retorno vem em múltiplas frentes: redução de custos operacionais, minimização de erros de precificação, agilidade na gestão de promoções e, principalmente, ganhos ambientais e de imagem para o varejista. O retorno é percebido já nos primeiros meses, com payback estimado entre 18 a 24 meses, dependendo do porte da operação.


Mundo Agro: De que forma a precificação eletrônica contribui para a preservação do meio ambiente?

Gustavo Cruz: Ela elimina a necessidade de impressões frequentes de etiquetas de papel, reduzindo significativamente o consumo de papel e tinta. Além disso, diminui o descarte de resíduos e a emissão de carbono associada à produção e transporte desses insumos. Ao digitalizar esse processo, o varejo passa a operar de forma mais limpa, moderna e alinhada às boas práticas ambientais.


Mundo Agro: Quais são os impactos positivos da eliminação do papel nas operações varejistas?

Gustavo Cruz: Além do impacto ambiental direto, como a redução de resíduos sólidos, a eliminação do papel representa uma evolução operacional. As equipes ganham tempo ao não precisarem mais fazer trocas manuais de etiquetas, o que se traduz em produtividade e foco no atendimento ao cliente. Também há impacto financeiro positivo, com menos gastos em insumos e impressoras, e a imagem da marca é fortalecida ao adotar práticas mais sustentáveis.

Mundo Agro: Como a etiqueta eletrônica ajuda a reduzir erros operacionais e desperdícios?

Gustavo Cruz: A integração entre o sistema de gestão de preços e as etiquetas eletrônicas garante que todas as alterações sejam aplicadas de forma automática e simultânea em todos os pontos de venda. Isso evita divergências entre o preço na gôndola e no caixa, reduzindo erros que podem gerar perdas financeiras, retrabalho e insatisfação do consumidor. Além disso, facilita a gestão de promoções com tempo limitado, evitando rupturas e vencimento de produtos por falta de giro.

Mundo Agro: Em que aspectos essa tecnologia é mais sustentável em comparação aos modelos tradicionais de precificação?

Gustavo Cruz: Além da redução do uso de papel e tinta, a etiqueta eletrônica tem vida útil longa, com baterias que podem durar até 15 anos. Ela permite o controle centralizado, o que reduz deslocamentos internos e intervenções manuais. Em resumo, ela combina eficiência operacional com menor impacto ambiental — uma equação que beneficia tanto o varejo quanto o planeta.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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