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Pela primeira vez, uma mulher assume a direção da CATI em SP

Fabiana Gouvêa defende uma assistência técnica mais moderna, com foco em certificações, rastreabilidade e desenvolvimento rural

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Fabiana Ferreira da Costa Gouvêa, diretora da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Foto cedida: Secretaria de Abastecimento e Agricultura de SP

A zootecnista Fabiana Ferreira da Costa Gouvêa assumiu a direção da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo na história da instituição. Funcionária de carreira desde 2008, ela chega à gestão com a missão de modernizar a assistência técnica rural e aproximar ainda mais os produtores das novas exigências do mercado.

A nova diretora reconhece que o desafio é grande. Em um setor tradicionalmente masculino, ela acredita que sua trajetória e seu olhar de gestora contribuirão para uma nova fase da coordenadoria.


“Eu acredito que, com o olhar feminino e o olhar de mãe, vou conseguir trazer à gestão da CATI o dinamismo que a gente precisa, promover mudanças e reinventar o trabalho da assistência técnica,” disse.

Segundo Fabiana, a assistência técnica passa por um momento de transformação. A redução do número de profissionais em campo e o avanço das tecnologias exigem novas formas de atender os produtores rurais.


“Hoje nós temos menos técnicos, mais tecnologias e precisamos levar desenvolvimento rural sustentável,” ponderou.

Para a diretora, sustentabilidade deixou de ser apenas um conceito ambiental e passou a ser uma exigência de mercado. Ela explica que o consumidor quer conhecer a origem dos alimentos e saber como foram produzidos.


“Hoje o consumidor quer informações. Quer rastreabilidade, quer saber se o produto é sustentável. Não dá mais para orientar a produção sem falar de sustentabilidade. Ela precisa estar presente em toda a cadeia,” pontuou.

O trabalho do CATI começa ainda na escolha de sementes e mudas certificadas, passa pela adoção de boas práticas agropecuárias, seja na produção convencional ou orgânica, e continua depois da porteira, com a comercialização.


“Nós acompanhamos o produtor desde o início da produção até o pós-porteira. Nosso trabalho é preparar esse agricultor para atender às exigências do mercado,” disse.

Entre as prioridades da nova gestão também está a preparação dos produtores paulistas para ampliar sua presença no mercado internacional.

“Estamos capacitando e treinando o produtor do agro paulista para ser exportador, mostrando todas as exigências necessárias para as certificações de exportação,” comentou.

Ao final da entrevista, Fabiana Gouvêa resumiu em uma única palavra o que a CATI representa para ela:

“CATI, para mim, significa vida.”

Fabiana Ferreira da Costa Gouvêa, diretora da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI Foto: Arquivo pessoal

Fabi, o Mundo Agro deseja muito sucesso nesta nova etapa da sua trajetória à frente da CATI. Foi um prazer conversar com você durante a FEICORTE!

*A jornalista Fabi Gennarini viajou a convite da FEICORTE*

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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