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Porta de Delegacia - por Thais Furlan

Caso Henry Borel: Jairinho é condenado a 43 anos de prisão; Monique cumprirá pena em regime aberto

Mãe da criança foi condenada a 1 ano e 4 meses por omissão

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Segundo a denúncia, na madrugada de 8 de março de 2021, Dr. Jairinho espancou até a morte o menino Henry
Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão pelo assassinato do menino Henry Borel. Brunno Dantas/TJRJ - 23.3.2026

Depois de 11 dias de júri popular — o mais longo da história do Rio de Janeiro — o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão pelo assassinato do menino Henry Borel.

A mãe da criança, Monique Medeiros, foi condenada a 1 ano e 4 meses de detenção pelo crime de omissão, em regime aberto. Ela teve a acusação de homicídio desclassificada pelos jurados e vai ganhar o alvará de soltura por já ter cumprido prisão por mais tempo que o dobro que foi condenada.


A defesa de Monique, liderada por Florence Rosa e Hugo Novais sempre bateu firme na tecla de que ela foi mais uma vítima dos abusos psicológicos e físicos e Jairinho.

Henry Borel Medeiros tinha 4 anos e vivia há apenas 30 dias na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, com a mãe e o então padrasto. Estudava em uma escola particular da região e, segundo familiares, tinha rotina comum para a idade.


Em março de 2021, Monique havia se separado do ex-marido, o vereador Leniel Borel, e havia se mudado recentemente com Jairinho para um apartamento na Barra da Tijuca. No período em que viveram no local, Henry nunca permaneceu sozinho com o padrasto.

Na noite de 8 de março de 2021, data da morte do menino, Leniel entregou o filho à mãe após perceber que ele estava vomitando. Segundo os autos, Henry apresentou melhora e foi colocado para dormir. Durante a madrugada, passou a acordar diversas vezes e morreu horas depois.


Em entrevista ao programa Doc Investigação, Jairinho negou ter cometido o crime. Segundo ele, Monique encontrou o filho caído no quarto e a morte teria ocorrido após uma queda da cama, durante tentativas de socorro no hospital. A defesa dele também sustenta que o médico pode ter sido vítima de algum acidente enquanto esteve com o pai.

Essa versão é contestada pela investigação. Laudos periciais apontam que os ferimentos são incompatíveis com acidente doméstico. O Ministério Público sustenta que Henry foi agredido e torturado e morreu em decorrência de uma laceração hepática.


Monique nega participação no crime e atribui a responsabilidade a Jairinho.

O ministério público vai recorrer da decisão.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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