Logo R7.com
RecordPlus
Porta de Delegacia - por Thais Furlan
‌

‘Morre aí na moral’: áudio de PM marca julgamento, e júri absolve policiais por morte de jovem no litoral de SP

O caso ocorreu em junho de 2022, após o roubo de veículo em Bertioga, no litoral paulista, e ganhou repercussão após a divulgação de imagens de câmera corporal

Porta de Delegacia por Thais Furlan|Thais FurlanOpens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

Um áudio chocante, uma morte cercada de suspeitas e um veredito que divide opiniões. O júri popular absolveu três policiais militares acusados de matar um jovem e tentar executar outro, mesmo após reconhecer que houve disparos.

O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de imagens de câmera corporal. Em um dos trechos, um policial diz a um jovem baleado: “Morre aí na moral”. Ferido, o rapaz responde: “Me leva pro hospital…”.

‌

Os fatos ocorreram em junho de 2022, após o roubo de um veículo em Bertioga, no litoral paulista. Segundo a investigação, policiais cercaram o carro suspeito e, durante a abordagem, os ocupantes fugiram a pé. A acusação sustenta que eles estavam desarmados quando foram atingidos pelos disparos.

Vitor Hugo Paixão Coutinho, de 19 anos, foi baleado três vezes e sobreviveu. Já Kaique de Souza Passos morreu no local. De acordo com o Ministério Público, Kaique teria sido atingido mesmo após se render, com as mãos levantadas.

‌

As investigações também apontaram inconsistências na versão inicial apresentada pelos policiais, incluindo suspeita de encobrimento das câmeras corporais, possível simulação de confronto e até a colocação de uma arma na cena.

O julgamento ocorreu nesta semana, no Guarujá. Os jurados reconheceram a materialidade do crime e a autoria dos disparos, mas decidiram pela absolvição dos réus.

‌

A decisão acolheu a tese da defesa de que os policiais agiram em legítima defesa ou no estrito cumprimento do dever legal.

Após o julgamento, os advogados Mauro Ribas e Renato Soares e Emerson Tauyl afirmaram que o veredito confirma que não houve execução, mas uma ação dentro da legalidade, em uma ocorrência de alto risco. Segundo a defesa, os agentes atuaram sob pressão e reagiram diante da situação enfrentada.

‌

Com a decisão, os três policiais foram absolvidos de todas as acusações. A Justiça considerou a ação penal improcedente e revogou as medidas cautelares impostas aos réus.

O caso volta a colocar em debate os limites da atuação policial e o uso da legítima defesa em ações com resultado fatal — especialmente quando há indícios de vítimas desarmadas.

✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.