Juíza diz que julgamento social sobre Monique Medeiros foi maior por ela ser mulher
Condenada por omissão, mãe de Henry Borel cumprirá pena em regime aberto

Condenada a 1 ano e 4 meses de prisão pela omissão quanto à tortura sofrida pelo filho, Henry Borel, Monique Medeiros voltou ao presídio ainda na madrugada, logo após a sentença. A expectativa é que um alvará de soltura seja expedido nas próximas horas. Restam apenas trâmites finais burocráticos que ainda precisam ser formalizados pela Justiça.
O júri entendeu que houve negligência por parte dela, desclassificando o crime de homicídio doloso para culposo. Com isso, Monique deve deixar a unidade prisional e seguir para a casa de familiares, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, segundo informações apuradas.
Como Monique já cumpriu mais de três vezes o total dessa pena, ela está livre e não deve mais nada à Justiça.
Já o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, permanece preso no sistema penitenciário de Bangu após condenação no caso. Ele voltou para a mesma cela. Os advogados já anunciaram, nos bastidores, que vão recorrer da decisão e tentar anular o júri. A acusação também vai recorrer da sentença de Monique.
Juíza condena julgamento social
A juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que o julgamento social de Monique foi muito mais duro por ela ser mulher. “Fosse o pai e não a mãe, na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado.” Para a juíza, Monique sofreu uma cobrança cultural desproporcional.
A defesa de Monique Medeiros, liderada por Florence Rosa e Hugo Novais, comemorou a redução do júri e da Justiça e sustenta a inocência da ré no caso. Os advogados afirmam que Monique também foi vítima de violência física e psicológica.
Florence afirmou, em seu Instagram, que a Justiça carioca fez justiça por Henry e Monique.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp













