Após resistência inicial, Toffoli percebeu derrota e pediu para deixar o caso Master
Ministro tentou permanecer no caso Master, mas cedeu diante de maioria contrária
Quarta Instância|Gabriela Coelho e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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A reunião dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) na noite desta quinta-feira (12) foi marcada por tensão e divergências internas antes de resultar na saída do ministro Dias Toffoli da relatoria dos processos ligados ao caso do Banco Master.
Segundo apurou o blog, o encontro começou em clima tenso. Toffoli estava resistente à ideia de deixar a condução dos casos e, inicialmente, não queria abrir mão da relatoria. A avaliação predominante entre os colegas, porém, era de que sua permanência aprofundaria o desgaste institucional da corte.
Ao longo da reunião, Toffoli “viu que ia perder” a disputa e acabou cedendo. A solução construída foi a de que a saída se daria a pedido do próprio ministro — e não por imposição do STF.
A alternativa permitiu preservar, ao menos formalmente, a posição de que não houve suspeição ou impedimento.
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O que ficou decidido
Após o encontro, os dez ministros divulgaram nota conjunta informando que Toffoli pediu para deixar a relatoria dos processos ligados ao Master. O ministro André Mendonça foi escolhido como novo relator após sorteio.
O encontro dos ministros foi convocado pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, para discutir o relatório elaborado pela Polícia Federal após perícia no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo a corporação, foram encontrados no aparelho documentos com menções a Dias Toffoli e a outros ministros do STF.
A PF, então, levantou a hipótese de que Toffoli fosse declarado suspeito. Na reunião desta quinta, contudo, os ministros concluíram que não há cabimento para que a PF fizesse um pedido para que Toffoli deixasse a relatoria dos processos do Master.
Os ministros reconheceram a plena validade dos atos praticados por Toffoli até aqui e declararam não haver suspeição ou impedimento.
O texto também registra apoio pessoal ao ministro e destaca que ele atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
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