Unafisco diz que auditor acessou dados por engano e nega relação com vazamentos
Presidente de entidade de classe afirma que servidor da Receita não acessou declarações de Imposto de Renda nem viu dados fiscais
Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília, e Clébio Cavagnolle, da RECORD Brasília
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O presidente da Unafisco Nacional, Kléber Cabral, afirmou ao Blog que o auditor da Receita Federal Ricardo Mansano de Moraes acessou por engano os dados da enteada do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O servidor teria pensado se tratar da ex-mulher de um amigo.
Cabral afirma que o auditor não chegou a acessar dados do Imposto de Renda ou fiscais dela, pois teria se restringido à parte cadastral de uma declaração de 2008 da enteada do ministro.
“Essa é uma coisa pela qual ele vai responder na corregedoria, pois não se pode fazer esse tipo de acesso sem motivação. Mas isso tem absolutamente nada a ver com os vazamentos de dados, até porque ele [o servidor] não acessou os de ninguém”, ressaltou o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil.
Operação
Nessa terça-feira (17), a PF (Polícia Federal) efetuou uma operação para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos de vazarem dados de autoridades.
A determinação partiu do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Os servidores investigados são Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.
Por meio de nota, o STF comunicou que o vazamento indevido de dados sigilosos de autoridades e dos respectivos familiares delas ocorreu após diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Receita Federal.
Fake news
A apuração reunida no inquérito das fake news detalha que servidores da Receita ou profissionais cedidos a ela por outros órgãos acessaram dados fiscais de autoridades que não tinham relação com as funções deles.
O inquérito, aberto em 14 de março de 2019 por ordem do então presidente do STF, Dias Toffoli, investiga a existência de fake news, denunciações caluniosas, ameaças e infrações contra a honorabilidade e a segurança do Supremo, dos integrantes da Corte e dos respectivos familiares deles.
Após as consultas, as informações teriam sido divulgadas de forma fragmentada. Para a PGR (Procuradoria-Geral da República), esse uso seletivo de dados sigilosos pode ter servido para “produzir suspeitas artificiais, de difícil dissipação”.
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