A justificativa de Mauro Vieira para faltar à convocação na Câmara
Ausência foi criticada pela oposição e motivou pedido para apurar se chanceler cometeu crime de responsabilidade
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O chanceler Mauro Vieira não compareceu à convocação da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados e passou a ser alvo de pedidos para apuração de eventual crime de responsabilidade.
A cobrança parte de parlamentares da oposição. Eles não aceitaram justificativa apresentada pelo Itamaraty para a ausência na sessão desta quarta-feira (15).
Ofício protocolado pela Assessoria Especial do Ministério das Relações Exteriores, ao qual o R7 Planalto teve acesso, confirma que a convocação foi recebida em 9 de julho e pede que a audiência seja transferida para a segunda semana de agosto.
Para justificar o prazo maior, o ofício argumenta que há uma “variedade de temas” a serem tratados. A peça também aponta que o Itamaraty já havia sugerido esse período em convites anteriores que cobravam a ida do ministro.
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Mauro Vieira foi convocado para prestar esclarecimentos sobre declarações relacionadas à decisão dos Estados Unidos de classificar grupos criminosos brasileiros como organizações terroristas. Como antecipou a coluna, a área internacional do governo avalia que as medidas podem trazer prejuízos ao país.
Ao protocolar a peça, a comissão também incluiu outros temas que estavam pendentes na comissão, como esclarecimentos sobre a lei de reciprocidade em possível aplicação aos EUA, recebimento de hóspedes em representações brasileiras no exterior e tarifaço.
Parlamentares afirmam que as respostas encaminhadas pelo chanceler até o momento são insuficientes e defendem novos esclarecimentos. A convocação foi aprovada na semana passada e, após a ausência de Vieira, deputados da oposição prometem apresentar pedidos para que o caso seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR).
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