Logo R7.com
RecordPlus
R7 Planalto

Brasileiro trabalha 149 dias para pagar tributos; nessa quinta, ocorre o Dia Livre de Impostos

Dia é promovido pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e tem adesão voluntária dos comerciantes

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Dia Livre de Impostos é promovido pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e ocorre nesta quinta-feira.
  • Brasileiros trabalham, em média, 149 dias por ano apenas para pagar tributos, segundo o IBPT.
  • A carga tributária brasileira é considerada alta, complexa e ineficiente, penalizando principalmente os mais pobres.
  • A Reforma Tributária visa simplificar o sistema, redistribuir a carga e adotar o 'Princípio do Destino' para tributos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dia Livre de Impostos é movimento organizado por setor varejistas para questionar alta tributação Rovena Rosa/Agência Brasil - arquivo

O Dia Livre de Impostos, promovido pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e CDL Jovem, ocorre nesta quinta-feira (28). A ação, com adesão voluntária de lojistas e já tradicional, quer chamar a atenção sobre a alta tributação brasileira: segundo pesquisa do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), os brasileiros precisam trabalhar em média 149 dias, cerca de cinco meses, só para pagar impostos, taxas e contribuições exigidas pelos governos federal, estadual e municipal.

Na avaliação do advogado tributarista Daniel Ângelo Luiz da Silva, o atual modelo brasileiro penaliza os mais pobres. “Isso ocorre porque a maior parte da arrecadação está concentrada em tributos sobre o consumo (como ICMS, PIS e Cofins), que incidem igualmente sobre todos, independentemente da renda. Na prática, quem ganha menos compromete uma parcela muito maior do seu orçamento com impostos do que quem ganha mais ao fazer compras no supermercado, por exemplo”, explica.


Para ele, “o problema central não é apenas o volume de arrecadação, mas a forma como se cobra”.

“O Brasil tem uma carga tributária elevada para um país em desenvolvimento, mas, sobretudo, extremamente complexa e ineficiente. Há um emaranhado de normas, múltiplos tributos sobre a mesma base e alto custo de conformidade para as empresas. Isso gera insegurança jurídica, judicialização em massa e perda de competitividade econômica. Ou seja, não se trata apenas de ‘cobrar muito’, mas de cobrar mal”, afirma.


Leia Mais

Para o advogado do escritório Galvão & Silva Advocacia, a Reforma Tributária vai reorganizar o peso dos tributos. “No curto e médio prazo, a reforma não foi desenhada para diminuir a arrecadação total do governo, mas sim para simplificar o jogo. O objetivo é eliminar impostos velhos e confusos e trocá-los por um modelo único e transparente”, detalha.

Segundo ele, “nessa reorganização, a carga será redistribuída: a tendência é aliviar a indústria (que hoje carrega um fardo pesado demais) e aumentar a tributação sobre o setor de serviços”.


“Esta mudança está fundamentada no Artigo 156-A da Constituição, que adota o chamado ‘Princípio do Destino’. Na prática, significa uma reviravolta: o imposto deixa de ir para a cidade onde o produto foi fabricado e passa a pertencer ao local onde ele é realmente consumido”, finaliza.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.