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Estados de caciques de partidos foram favorecidos na distribuição de emendas secretas

Ao menos 60% das emendas de comissão sem autores foram enviadas para redutos de presidentes ou líderes de partidos

R7 Planalto|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em 2025, 60% das emendas de comissão sem autores foram para estados de caciques partidários.
  • Progressistas, União Brasil e Partido Liberal lideraram indicações de emendas sem autor.
  • Progressistas destinou R$ 216 milhões ao Piauí, estado de Ciro Nogueira.
  • União Brasil e PL também canalizaram grandes somas para redutos de seus líderes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Estados de caciques do PP, União e PL foram alvo de maiores fatias de emendas de comissão Waldemir Barreto/Agência Senado, Marina Ramos/Câmara dos Deputados e Valter Campanato/Agência Brasil

Estados de caciques partidários lideraram as indicações de emendas de comissão sem nomes de autores em 2025. O montante para esses locais representa ao menos 60% das emendas com poucas informações para rastreio, segundo análise do R7 Planalto a partir de levantamento da organização Transparência Brasil.

A análise da organização mostra que, no ano passado, foi direcionado R$ 1,2 bilhão de emendas com essas características. Uma análise desse valor mostra que R$ 761 milhões foram para estados de caciques partidários. Os maiores valores correspondem ao Progressistas, União Brasil e Partido Liberal, que também lideraram os envios desse tipo de emenda.


O Progressistas indicou R$ 427 milhões em 2025, sendo R$ 216 milhões para Piauí, mesmo estado do presidente do partido, Ciro Nogueira. O Rio de Janeiro, que tem Dr. Luizinho como líder do PP na Câmara, foi o segundo, com R$ 100 milhões.

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Na sequência está o União Brasil, que enviou R$ 288 milhões. Dessa fatia, o Maranhão, do líder Pedro Lucas, recebeu R$ 134 milhões. Enquanto o Rio de Janeiro, do presidente do partido Antônio de Rueda, contou com R$ 57 milhões.


A lista ainda passa pelo PL, que indicou R$ 254 milhões. São Paulo, onde fica o presidente Valdemar Costa Neto, recebeu R$ 101 milhões. O Republicanos optou por direcionar a maior quantidade de recursos à Paraíba, com R$ 95 milhões ao estado do presidente da Câmara, Hugo Motta.

O Avante, por sua vez, direcionou R$ 29,9 milhões a dois estados de chefes no partido: foram R$ 19,9 milhões para a Bahia, do líder do partido na Câmara, Neto Carletto. E os R$ 10 milhões restantes a Minas Gerais, estado do presidente do partido, Luis Tibé.


Todo o valor do Solidariedade ligado a emendas sem autor foi para o Rio de Janeiro, estado do líder da sigla, deputado Aureo Ribeiro. O Podemos direcionou R$ 3,9 milhões a São Paulo, da presidente Renata Abreu. O valor foi o menor entre os partidos, mas representa a maior fatia dos R$ 18,9 milhões da legenda.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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