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Governo conta com ao menos cinco votos da oposição para aprovar fim da escala 6x1

Avaliação é que outra parte dos adversários pode se abster para evitar desgaste com trabalhadores

R7 Planalto|Amanda Garcia, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo espera obter cinco votos da oposição no Senado para aprovar a PEC que acaba com a escala 6x1.
  • A proposta visa reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado.
  • Senadores da oposição, como Damares Alves, podem votar a favor, enquanto outros, como Hamilton Mourão, se opõem.
  • A votação nominal está prevista para ocorrer após cinco sessões de discussão, com o primeiro turno marcado para 14 de outubro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Senado
As senadoras Damares Alves, Teresa Leitão e Leany Lemos durante sessão de discussão da 6x1 Jonas Pereira/Agência Senado - 06.10.2016

O governo tem a expectativa de receber cinco votos de senadores da oposição para aprovar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6x1. Entre eles, está o da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que confirmou que votará a favor do texto, embora discorde da votação antes do segundo turno presidencial.

Sob alegação de estratégia, os outros quatro nomes não foram informados. A expectativa de apoio integra as conversas conduzidas pela liderança do governo no Senado, comandada por Teresa Leitão (PT-PE).

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A proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e mantém os salários. Para passar, precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos.

Abstenção para evitar desgaste

Além de buscar apoio entre adversários, a avaliação no governo é que uma ala da oposição pode optar pela abstenção.

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A aposta é que esses senadores vão optar pela abstenção como uma maneira de evitar dar aval a uma bandeira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas sem registrar voto contrário a uma proposta popular.

Como a votação será nominal, a posição de cada parlamentar ficará pública. Na leitura governista, a pressão dos trabalhadores pode tornar o voto contrário mais custoso, mesmo para senadores que criticam a condução da pauta pelo governo.

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Apoio ao texto, crítica ao calendário

A posição de Damares mostra como o mérito da proposta e o momento da votação dividem até quem pretende apoiá-la.

A senadora afirmou que não apresentará emendas e votará a favor. Ao mesmo tempo, disse ser contrária à votação antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro, por considerar o calendário eleitoreiro.

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Outros oposicionistas mantêm resistência ao conteúdo. Hamilton Mourão (Republicanos-RS) declarou que votará contra e que a oposição apresentará emendas em conjunto para modificar o texto.

A disputa deve se intensificar na próxima semana. Depois de três sessões de discussão, ainda faltam duas antes da votação em primeiro turno, prevista para quarta-feira (14).

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