Mulheres e negros recém-formados seguem recebendo menos, mostra pesquisa
Dados são de pesquisa da ABMES com a Sumplicity de Empregabilidade; diferença chega a R$ 1.874 entre médias salariais
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As mulheres e os estudantes negros recém-formados têm mais dificuldade de ingressar no mercado de trabalho e, quando conseguem vaga, recebem menos que homens e brancos, segundo dados do IASE 2026, levantamento realizado pela ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior) e pela Symplicity.
Segundo os dados, enquanto entre os homens a renda média é de R$ 6.580, entre as mulheres é de R$ 4.706, uma diferença de R$ 1.874. A taxa de empregabilidade também varia de acordo com o gênero: 87,4% entre os homens e 84% entre as mulheres. A diferença de renda entre gêneros persiste em vários cursos diferentes analisados (saiba quais abaixo).
No recorte por raça/cor, egressos brancos registram média de R$ 5.792. Entre pardos, o valor é de R$ 5.006 e, entre pretos, de R$ 4.710. As taxas de empregabilidade são de 87,4% entre os brancos, 82,6% entre os pardos e 81,3% entre os pretos.
O estudo ouviu 10.317 egressos de 99 instituições de educação superior de todo o país e considerou os cursos de Medicina, Engenharia, Negócios e Administração, Agricultura, Silvicultura, Pesca e Veterinária, Ciências Sociais, Comunicação e Informação, Direito, Computação, Educação, Ciências Naturais, Matemática e Estatística, Artes e Humanidades.
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Ensino a distância
Entre os egressos de cursos presenciais, a taxa de empregabilidade é de 86,6%, enquanto entre os formados em cursos a distância, o percentual é de 79,7%. No quesito renda, porém, os resultados são próximos. Os egressos da EAD registram renda média de R$ 5.776, enquanto entre os formados em cursos presenciais o valor é de R$ 5.444, uma diferença de R$ 332.
A base analisada reúne 8.278 egressos do ensino presencial e 2.025 da educação a distância. Sobre o perfil dos participantes, que contribui para explicar os números obtidos nesse recorte: 69,6% dos egressos da EAD têm mais de 30 anos, contra 26,0% no presencial.
“Por isso, os resultados refletem o perfil dos participantes de cada formato e não estabelecem, isoladamente, uma relação de causa e efeito entre formato, empregabilidade e renda”, considera o estudo.
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