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Os benefícios do biocombustível e o avanço da canola e macaúba

Nesta quarta, o presidente Lula assina decretos sobre captura de dióxido de carbono, SAF e hidrogênio de baixa emissão de carbono

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Biocombustíveis reduzem emissões de gases de efeito estufa e descentralizam a renda no Brasil.
  • Brasil possui grande potencial para se destacar na produção de biocombustíveis sustentáveis.
  • Embrapa está diversificando matérias-primas para biocombustíveis, como macaúba e canola.
  • Expectativa de aumento na mistura de biodiesel pode aumentar o consumo e atender à capacidade ociosa do setor.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Embrapa estuda aprimoramento de novas commodities para a produção de biocombustível José Cruz/ Agência Brasil - arquivo

O Ministério de Minas e Energia elenca dois principais ganhos com o biocombustível: redução da emissão de gás carbônico e descentralização da renda, já que eles são produzidos em regiões do interior do país.

A avaliação é do secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bicombustível, Renato Dutra, feita durante o VII Biodiesel Week, em Brasília, horas antes do evento marcado pelo presidente Lula para assinar decretos que tratam sobre a captura e estocagem de dióxido de carbono, combustível sustentável de aviação (SAF) e hidrogênio de baixa emissão de carbono e abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão.


“O primeiro benefício que temos ao adotar o biocombustível é contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa. A gente tem uma contribuição enorme com a substituição do diesel fóssil pelo biodiesel. Mas, além disso, a produção de biodiesel no país é feita em arranjos descentralizados, ou seja, é uma produção interiorizada no país, isso leva emprego e renda para o interior. Ou seja, a política do biocombustível traz benefícios que vão desde o setor econômico, ao social e ambiental”, defendeu.

Para o presidente-executivo da Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene), Donizete Tokarski, o Brasil está pronto para crescer no mercado de biodiesel. “Temos aqui atores que representam todos os elos da cadeia do biodiesel, não somente a produção do biodiesel, mas a decisão e as bases técnicas”, afirmou.


Chefe-Geral da Embrapa Agroenergia, Bruno Laviola também é um entusiasta da capacidade brasileira de reforçar seu posto como referência em combustível sustentável.

“O Brasil é um dos países do mundo com o maior potencial em termos de produção de biocombustíveis. Temos uma agricultura pujante e que pode atender a demanda energética, a demanda de alimentos e a demanda para outros bioprodutos”, defendeu.


Para Laviola, o país deve atuar na lógica de biorrefinaria. “Aproveitar as matérias primas, trabalhá-las em múltiplos processos e no final você tem múltiplos produtos, entre eles biocombustíveis, e por exemplo, farelos que podem atender a produção de animal. No Brasil não existe, inclusive, a concorrência entre alimentos e biocombustíveis. Na verdade, a produção de biocombustíveis impacta positivamente na produção de alimentos”, observou.

Laviola diz ainda que a Embrapa faz estudos para melhorar a capacidade do Brasil na produção de biocombustíveis.


“A Embrapa tem trabalhado em diversas ações voltadas principalmente à diversificação de matérias primas. Trabalhos para além da soja, que ainda tem espaço para aumentar a produtividade. Temos a macaúba, que é uma cultura perene, que está em fase de domesticação. E estamos trabalhando com a canola, que é uma cultura anual, para segunda safra, que estamos trabalhando em tropicalização, fazendo a canola o que foi feito com a soja, no passado, que era adaptada apenas ao sul e hoje é adaptada a toda a região Centro-Oeste do Brasil”, explicou.

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Expectativa com o B16

André Lavor, CEO da Binatural Energias Renováveis, comentou com a reportagem a expectativa da decisão do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) que pode aumentar o percentual de mistura de diesel de 15% para 16% ou 17%. Conforme mostrou a coluna, o cronograma do Ministério de Minas e Energia trabalha com a expectativa de concluir os estudos até agosto do ano que vem.

“O aumento de 1 ponto percentual na mistura representa cerca de 800 milhões de litros a mais. Hoje, a capacidade produtiva do setor é de 15 bilhões de litros, por ano, e nosso consumo está em torno de 10 bilhões por ano. Se a gente falar da possibilidade do ministério pular do B16 para o B17 estamos falando de 1,6 bilhão de litros a mais de consumo que pode atender a essa ociosidade que temos ainda”, explicou.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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