Ministério quer encerrar testes de mistura do diesel (B20) em fevereiro
Caso estudo tenha recomendações, o prazo será adiado para agosto de 2027, segundo diretora da pasta
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O Ministério de Minas e Energia trabalha com a meta de concluir os testes de mistura do diesel B20 em fevereiro do ano que vem. Mas caso o estudo tenha condicionamentos e recomendações, o prazo será adiado para agosto de 2027. A informação foi confirmada pela diretora de Biocombustível da pasta, Lorena Souza, ao R7 Planalto.
A medida faz parte do Programa Nacional de Testes de Biodiesel. Hoje, o Brasil adota o teor de 15% (B15) como percentual mínimo obrigatório de diesel comercializado. O Ministério fará testes em duas fases: a 1ª para tratar das misturas de B16 a B20, e a 2ª para analisar percentuais até B25.
“A gente está nesse momento na etapa de execução do plano de testes que foi corroborado pela portaria 133 de 2016 do Ministério. A expectativa é muito grande porque de fato agora a gente começa a colher os resultados deste trabalho de desenvolvimento conjunto de um plano construído por todos os atores que de fato tem interesse na matéria, desde produtores de biocombustíveis, produtores de combustíveis fósseis, usuários, montadoras e afins”, afirmou.
Lorena detalhou que as primeiras amostras que vão ser usadas para os testes físico-químicos já estão sendo analisadas. “A gente já iniciou de fato a execução do estudo, agora em agosto”, informou.
“A previsão é que até fevereiro de 2027 a gente finalize toda a etapa de execução do plano de testes e tenhamos o relatório final. Mas dependendo dos resultados obtidos podemos ter também recomendações regulatórias, ajustes e condições. Nesse cenário a expectativa é encerrar o processo em agosto”, explicou.
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Previsão legal
A etapa de estudos é uma exigência da Lei do Combustível do Futuro que estabelece avanço gradual dos teores de etanol e biodiesel nos combustíveis fósseis mediante comprovação de viabilidade técnica.
Mesmo com os testes positivos, no entanto, o aumento só é oficializado após deliberação do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética). Os técnicos do Ministério, inclusive, não descartam a possibilidade de que em 2027 o Conselho pule do B16 para o B17. A deliberação, no entanto, depende de questões econômicas e avaliações que serão feitas após o fim da fase de testes.
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