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Pente-fino no INSS: instituto cancelou 2.400 benefícios por acúmulo indevido desde 2021

Apenas entre janeiro e fevereiro deste ano, 21 pessoas perderam direito a pagamentos da autarquia; entenda

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • INSS cancelou 2.427 benefícios por acúmulo indevido nos últimos cinco anos.
  • A maior parte das irregularidades envolve a pensão por morte e o auxílio acidente.
  • Acúmulos autorizados incluem aposentadoria com pensão, mas com limitações após a reforma.
  • Legislação proíbe acúmulos, como BPC com aposentadoria ou pensão, e o INSS intensifica cruzamento de dados para identificar fraudes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

INSS começou a cruzar dados para barrar pessoas que recebem mais de um auxílio Divulgação/INSS - arquivo

O INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) cancelou nos últimos cinco anos 2.427 benefícios pagos a pessoas que tinham acúmulo indevido. Os dados são de levantamento exclusivo feito pelo R7 Planalto com base na Lei de Acesso à Informação.

A maior parte envolve o acúmulo da pensão por morte, auxílio-acidente ou amparo social ao idoso com outro tipo de remuneração paga.


Veja raio-x

  • 2021 - 116 benefícios interrompidos;
  • 2022 - 232 benefícios interrompidos;
  • 2023 - 953 benefícios interrompidos;
  • 2024 - 592 benefícios interrompidos;
  • 2025 - 534 benefícios interrompidos.

A advogada previdenciarista Marcele Roberta Pizzatto explica que o acúmulo indevido ocorre quando o cidadão recebe benefícios juntos que a legislação não autoriza.

“Muitas pessoas acreditam que podem somar benefícios livremente, mas não é assim. A lei estabelece regras bem específicas. Quando há irregularidade, o INSS pode cancelar o benefício e até cobrar os valores recebidos”, explica.


Quando é permitido acumular benefícios?

A especialista explica que o principal exemplo de acúmulo autorizado é o recebimento de aposentadoria com pensão por morte. Nesse caso, receber os dois benefícios é autorizado, mas com uma limitação importante após a Reforma da Previdência.

“Hoje, o segurado recebe integralmente o benefício de maior valor e apenas um percentual do segundo. Isso foi uma mudança significativa trazida pela reforma”, detalha.


Outro caso comum é o auxílio-acidente com salário, já que o benefício tem natureza indenizatória.

“O auxílio-acidente não substitui a renda; ele funciona como uma compensação pela redução da capacidade de trabalho. Por isso, pode ser recebido junto com o salário normalmente”, afirma.


Casos em que acúmulo é proibido

Por outro lado, a legislação também traz proibições de acúmulo, como o BPC, que não pode ser acumulado com aposentadoria, pensão ou qualquer outro benefício previdenciário.

“O BPC é um benefício assistencial destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade. Justamente por isso, ele não pode ser somado a outros benefícios”, diz a advogada.

Também não é permitido:

  • Receber duas aposentadorias pelo INSS;
  • Acumular aposentadoria com auxílio-doença;
  • Receber auxílio-acidente junto com aposentadoria.

“No caso do auxílio-acidente, ele é encerrado automaticamente quando o segurado se aposenta. Existe apenas uma exceção para casos muito antigos, anteriores a 1997”, ressalta.

Revisões mais rigorosas

Segundo a especialista em direito previdenciário, “o INSS vem ampliando o cruzamento de dados para identificar pagamentos indevidos”. Ao detectar irregularidades, o órgão pode suspender o benefício e abrir processo administrativo para cobrança dos valores.

“Hoje o controle está muito mais eficiente. Por isso, é fundamental que o segurado tenha orientação antes de solicitar ou manter benefícios acumulados”, alerta.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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