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‘Puxadores de voto’ e dinheiro: PT turbina candidaturas ao Senado para enfrentar bolsonaristas

Partido abriu mão de puxadores de votos na Câmara dos Deputados para aumentar presença na Casa revisora

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window e Amanda Almeida, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O PT adotou uma estratégia arriscada para aumentar sua presença no Senado, direcionando candidatos fortes para essa disputa.
  • Benedita da Silva, Gleisi Hoffmann, Paulo Pimenta, Rui Costa e Érica Kokay foram os escolhidos para concorrer ao Senado.
  • Esses candidatos poderiam ter sido puxadores de votos na Câmara dos Deputados, devido ao sistema de Quociente Eleitoral.
  • No Senado, vence quem obtém mais votos majoritários, diferente do sistema proporcional da Câmara.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Benedita, Paulo Pimenta, Gleisi Hoffmann, Rui Costa e Érika Kokay são algumas apostas do PT Gabriel Paiva/PT - 19.05.2026; Reprodução/Flickr Paulo Pimenta - arquivo; Pedro Reis / SRI-PR - 30.03.2026; Edilson Rodrigues/Agência Senado - arquivo

Preocupado com a tentativa de avanço da direita bolsonarista no Senado, o PT montou uma estratégia para fortalecer suas candidaturas à Casa. A principal medida foi transformar em candidatos ao Senado nomes da Câmara considerados praticamente eleitos e com perfil de “puxadores de voto” — deputados capazes de ajudar a eleger outros parlamentares pela legenda.

Além de priorizar politicamente essas campanhas, o partido também pretende ampliar os investimentos financeiros nas disputas ao Senado. Estrategistas da legenda lembram que, em muitos estados, o PT abrirá mão de candidaturas próprias ao governo em favor de alianças regionais, o que liberaria mais recursos para a corrida ao Senado.


Esse cenário já é tratado como certo em estados como Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e Alagoas. Minas Gerais também pode entrar na lista de estados sem candidato petista ao governo.

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‘Puxados de voto’

Entre os nomes considerados pelo partido como “eleitos” à Câmara, mas deslocados para a disputa por uma cadeira no Senado, estão Benedita da Silva, no Rio de Janeiro; Gleisi Hoffmann, no Paraná; Paulo Pimenta, no Rio Grande do Sul; e Érica Kokay, no Distrito Federal.


A estratégia é considerada arriscada dentro do próprio partido. Caso permanecessem na disputa pela Câmara, esses nomes teriam potencial para puxar votos e ampliar a bancada do PT, graças ao sistema de quociente eleitoral usado nas eleições proporcionais.

Além de perder esses nomes na briga por mais espaça na Câmara, a eleição ao Senado é considerada mais imprevisível.


Ainda assim, integrantes da legenda defendem que a ofensiva é necessária diante da prioridade da direita bolsonarista em ampliar sua presença no Senado, com foco em pautas como pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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