Campanha de Lula minimiza impacto da saída de Marcola na corrida eleitoral
Aliados do presidente classificam episódio como mais uma tentativa de atingir pessoas próximas a Lula
R7 Planalto|Caroline Aguiar, da RECORD Brasília, e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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Integrantes da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizam o impacto da saída de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, na disputa presidencial deste ano.
Interlocutores sustentam que o ex-chefe de gabinete do presidente pediu para deixar a equipe de forma voluntária para se dedicar à própria defesa e continua confiante de que provará não ter cometido irregularidades.
De acordo com uma fonte da campanha, o episódio não tem relação com a estratégia eleitoral. “Nada tem a ver com a campanha. Infelizmente, não é a primeira campanha que tentam este caminho do denuncismo contra pessoas próximas dele [Lula]. E venceu todas, pois a verdade sempre vence”, afirmou.
Marcola havia deixado o cargo no Palácio do Planalto em 21 de julho para integrar a coordenação da campanha de Lula. Nesta semana, porém, decidiu se afastar após a divulgação de uma investigação da Polícia Federal que cita um pagamento feito pela lobista Roberta Luchsinger, investigada por suspeita de tráfico de influência no governo federal.
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A transação foi mencionada no pedido de abertura de inquérito que apura suspeitas envolvendo Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva. A PF trabalha com a hipótese de que o pagamento pudesse representar vantagem indevida para facilitar o acesso da lobista a integrantes do governo.
Marcola nega qualquer irregularidade e afirma que o valor recebido correspondeu a um empréstimo pessoal já quitado, colocando seus sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça.
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