Senadores avaliam buscar congressistas dos EUA para ampliar exceções do tarifaço
Contatos feitos à época de missão oficial podem voltar a ser acionados, com pressão para ampliar lista de produtos sem taxa
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Senadores que fizeram parte de comitiva aos Estados Unidos para negociar tarifas de 50% aplicadas ao Brasil, em julho de 2025, consideram acionar contatos feitos no país para tentar ampliar a lista de exceções a taxas adicionais de 25% anunciadas por Donald Trump.
A ideia, segundo relatos à coluna, é insistir na diminuição da quantidade de produtos afetados pela nova cobrança. Congressistas apostam que parlamentares do outro país podem ajudar na pressão pela continuidade das negociações.
O presidente da comissão de Relações Exteriores, que chefiou missão de senadores aos EUA, Nelsinho Trad (PSD-MS), conta que a decisão final do país foi menos severa do que o previsto inicialmente, mas aponta preocupação com os produtos que seguem afetados.
“Ampliamos a lista de exceções, incluindo produtos como ferro-gusa, couro, madeira, mel orgânico e café instantâneo, resultado de muito diálogo institucional e da mobilização dos setores produtivos. Ainda assim, setores importantes seguem sujeitos a novas tarifas, tais como máquinas agrícolas, vestuário, calçados, papel, aço e equipamentos de mineração”, conta.
O parlamentar cita a possibilidade de resposta recíproca, mas pondera por uma análise cautelosa do governo ligada a essa medida. Também marca posição para que não haja disputa partidária relacionada às tarifas.
“Não é um tema para disputas ideológicas ou disputas partidárias. É uma questão de interesse nacional, que envolve nossa indústria, trabalhadores, famílias que dependem governos”, diz.
A declaração ocorre após um dia de manifestações de pré-candidatos contra a condução do Planalto frente às negociações — e da defesa do governo federal das ações encabeçadas pela gestão Lula. O chanceler Mauro Vieira marcou posição de que o Brasil tentou negociar em mais de 30 reuniões.
O ministro também prometeu seguir com diálogo aberto com os Estados Unidos, mas classificou a decisão do país como uma movimentação política. O Planalto também diz trabalhar em novos anúncios para apoiar setores afetados.
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