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EUA ampliam lista de produtos isentos da nova tarifa de 25%

Governo Trump diz que medida busca evitar a escassez de matérias-primas cruciais na economia, como metais e insumos farmacêuticos

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo dos EUA isentou certos produtos brasileiros da tarifa de 25% por serem matérias-primas cruciais.
  • Produtos como carne bovina, café, laranja, mel orgânico e medicamentos foram incluídos na lista de isenções.
  • Pedidos de isenção para vestuário, calçados e máquinas foram rejeitados pelo governo norte-americano.
  • Durante audiências públicas, alternativas às tarifas, como negociações bilaterais, foram discutidas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Itens como medicamentos, mel orgânico e sucata de ferro e de aço foram poupados pelos EUA Pixabay/Reprodução

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês) afirmou que a justificativa para a isenção de determinados produtos brasileiros à tarifa de 25% é o fato de serem considerados matérias-primas cruciais. Segundo o governo norte-americano, sobretaxar essas mercadorias poderia levar à indisponibilidade de oferta doméstica e causar “perturbações” na economia norte-americana.

Na decisão publicada no início da madrugada desta quinta-feira (16), o órgão diz que parte dos itens isentos não pode ser cultivada ou produzida em quantidades suficientes nos Estados Unidos nem obtida de outras fontes. Além disso, outros insumos listados, conforme Washington, são materiais para os quais as tarifas adicionais “poderiam não contribuir substancialmente para a eliminação dos atos, políticas e práticas do Brasil considerados passíveis de ação”.


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Além de carne bovina, café, laranja e suco de laranja — que já constavam da lista divulgada pelo USTR quando a investigação foi aberta, em junho —, itens como mel orgânico, hidróxido de alumínio, sucata de ferro e de aço, produtos do mar, couros, alguns derivados de madeira, medicamentos e insumos farmacêuticos foram incluídos na lista de exceções.

Por outro lado, a gestão norte-americana declarou ter rejeitado solicitações de isenção para outros produtos, como vestuário, calçados e máquinas agrícolas e industriais.


O USTR afirma também que, nas audiências públicas realizadas durante a investigação sobre as práticas comerciais brasileiras, houve a defesa de alternativas às tarifas, como a realização de negociações bilaterais ou multilaterais. Parte dos participantes dos debates alegou que qualquer taxação, mesmo abaixo de 25%, seria inadequada e poderia frustrar os objetivos de Washington.

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