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O que o governo ouviu de empresários sobre tarifaço: ‘Não retaliar, nem ficar de joelhos’

Nos últimos dias, o MDIC fez uma série de reuniões com setores afetados; entenda as reivindicações apresentadas

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Empresários pedem que o Brasil não adote a lei de reciprocidade em resposta ao tarifaço dos EUA, mas sem se submeter.
  • Setores como equipamentos médicos e tabaco expressaram preocupações sobre o impacto das tarifas e receberam sinalizações positivas do governo.
  • O setor do tabaco busca entrar na lista de exceções das tarifas devido à concorrência crescente do mercado africano.
  • Exportações de tabaco para os EUA caíram significativamente devido às tarifas, afetando diretamente 138 mil produtores e 44 mil empregos na indústria.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula anunciou nesta quarta (22) terceira edição do Plano Brasil Soberano com R$ 18 bi em recursos Ricardo Stuckert/PR - 22.07.2026

Nas últimas reuniões do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) feitas com setores afetados pelo novo tarifaço imposto por Donald Trump, o ministro Márcio Elias Rosa ouviu em consenso o pedido para que o governo não adote a Lei da Reciprocidade. Houve, porém, uma ressalva: “O Brasil não deve retaliar e nem ficar de joelhos”, resumiu Reinaldo Sampaio, presidente da Abirochas (Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais).

Com outras palavras, o mesmo pedido foi repetido por diversos setores, como o de equipamentos médicos e a indústria do tabaco. Sampaio contou ao R7 Planalto que os setores manifestaram “suas angústias e os pontos críticos em que as tarifas os afetaram” e receberam sinalização positiva do governo.


“Tem que ter prudência nesse diálogo. Não adianta nossa indignação prevalecer. Indignação não serve, só serve a ação e a ação precisa ser dentro deste critério, prudente, realista e ao mesmo tempo preservando os interesses de soberania nacional. O Brasil não pode ficar de joelhos porque os Estados Unidos é um país poderoso. O Brasil é um país importante, tem uma história, tem uma economia relevante no plano mundial. Nós somos a nona economia do planeta”, avaliou.

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Quais as reivindicações apresentadas?

Na conversa com o ministro, os setores pediram:


  • Prazo de 120 dias para início do pagamento de tributos federais;
  • Retorno do Reintegra, incentivo fiscal que devolve parcial ou totalmente os tributos pagos na cadeia de produção de bens exportados;
  • Ampliação das linhas de financiamento para inovação e internacionalização;
  • Queda dos encargos na folha de pagamento.

Para alguns setores, no entanto, que não recebem incentivos fiscais, como a indústria do tabaco, a solução precisa passar realmente por entrar na lista de exceções das tarifas e isso depende da negociação do governo com os Estados Unidos.

Uma preocupação dessa indústria é o crescimento do mercado africano, que pode comer a fatia de mercado ocupada hoje pelo Brasil.


O presidente do SindiTabaco (Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco), Valmor Thesing, detalhou que o mercado americano é o terceiro maior destino do tabaco brasileiro, com exportações históricas de US$ 250 milhões.

“Ano passado, com a tarifa de 20% no segundo semestre, exportamos 23% a menos. Este ano, mesmo com a tarifa de 10%, nós exportamos 31% a menos que o primeiro semestre do ano passado”, contou.


O setor tem 138 mil produtores integrados com 44 mil empregos diretos na indústria e exportações anuais em torno de US$ 3,4 bilhões de dólares.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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