Tarifaço: Planalto avalia que Trump não quer negociar antes do resultado das eleições
Governo brasileiro acionou a Lei da Reciprocidade, mas medida não significa o uso do recurso automaticamente
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Integrantes do Palácio do Planalto que acompanham as negociações com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avaliam que o norte-americano não deve abrir espaço para negociação das tarifas impostas ao Brasil até o fim das eleições.
Segundo interlocutores ouvidos pelo R7 Planalto, os EUA não querem dialogar e estão em uma posição favorável para esperar os resultados do pleito: a vitória de algum candidato mais alinhado, por exemplo, poderia facilitar que Trump extraísse um acordo mais favorável para ele do que Lula está disposto a ceder.
Nesse cenário, o governo avalia que ter a Lei da Reciprocidade acionada é uma postura “prudente”. Eles explicam, no entanto, que isso não significa que o dispositivo vai ser usado. Depois da consulta ao Comitê-Executivo de Gestão da Camex, Lula ainda vai avaliar as opções e só pesar os ganhos e perdas de cada resposta.
‘Medidas injustas’
O governo brasileiro tem adotado uma postura de enfrentamento às medidas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos. Nesta quinta-feira (13), em entrevista exclusiva ao R7, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, classificou as ações norte-americanas como “injustas”, “indevidas” e “descabidas” e afirmou que o país vai enfrentá-las.
Além de buscar reduzir os impactos das tarifas, o governo tem defendido a diversificação dos mercados para os produtos brasileiros. Na entrevista, o ministro citou a aproximação com a Índia e a manutenção das negociações com os Estados Unidos como estratégias diante do atual cenário comercial.
Segundo ele, o objetivo é ampliar as relações com outros países e reduzir a dependência de determinados mercados.
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