Logo R7.com
RecordPlus
Refletindo Sobre a Notícia
‌

E quem não é obrigado a votar nas eleições? O que fazer?

Em meio à descrença, à corrupção e à vontade de simplesmente não ir às urnas, fica uma lembrança de Seu Betinho

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar em 4 de outubro para escolher presidente, governadores, senadores e deputados.
  • O voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com 70 anos ou mais, e analfabetos.
  • Seu Betinho, avô do autor, destacou a importância de votar mesmo diante da corrupção e aconselhou os jovens a se informarem sobre política.
  • É importante pesquisar sobre os candidatos antes de votar e escolher com consciência, pois a omissão também traz consequências.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Seu Betinho nunca abriu mão de votar, mesmo depois dos 70 anos, quando o voto não é mais obrigatório Demétrio Koch

O Brasil viverá um dos dias mais importantes do ano neste domingo (4). Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a ir às urnas para escolher o Presidente da República, governadores, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.

Presidente e governadores são escolhidos pelo sistema majoritário. Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos. Caso ninguém alcance esse resultado, os dois mais votados disputam o segundo turno.

‌

Veja Também

Para o Senado, também vale o sistema majoritário, mas, como neste ano estão em disputa duas vagas por Estado, são eleitos os dois candidatos mais votados. Deputados federais, estaduais e distritais seguem outro sistema: o proporcional.

Nesse cenário, uma informação sempre preocupa: as pessoas que desistiram de acreditar. Na rodada mais recente da pesquisa Nexus/BTG, realizada entre 25 e 27 de setembro, 3% dos 2.009 eleitores entrevistados disseram que não irão votar.

‌

A ausência nas urnas não é pequena durante as eleições. Em 2022, por exemplo, quase 33 milhões de eleitores não votaram no primeiro turno, o equivalente a 20,95% do eleitorado daquele pleito.

A importância do voto

No Brasil, nem todos são obrigados a votar. O voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com 70 anos ou mais e pessoas analfabetas. Em 2026, há cerca de 1,6 milhão de eleitores de 16 e 17 anos e quase 17 milhões com mais de 70.

‌

E, quando se fala sobre isso, sempre me lembro do meu avô, Carlos Alberto Torno, conhecido como seu Betinho.

Ele participou das eleições até o ano de sua morte, aos 86 anos, mesmo quando já não precisava comparecer às urnas. Em 2018, chegou a dar uma entrevista para uma colega querida de profissão sobre a importância do voto.

‌

“Sempre gostei de política, de ler notícias no jornal, de acompanhar os debates e o noticiário na televisão. É muito importante participarmos, apesar de toda essa corrupção e do dinheiro desviado da Petrobrás”, destacou ele na época, citando notícias a respeito da Operação Lava Jato.

Morador de Catiguá, no interior de São Paulo, meu querido avô dizia que escolher um candidato exigia atenção. “Precisamos analisar bem os políticos, porque a enganação está grande. Acho que votar é um ato de civilidade. Eu não tenho preferência por partidos, procuro conhecer melhor o candidato”, esclareceu na época.

Seu Betinho, sorrindo e com o título de eleitor nas mãos: para ele, votar nunca foi apenas uma obrigação, mas um exercício de cidadania Demétrio Koch

E deixou também um conselho aos mais jovens: “Vejo muitos jovens que não largam o celular, mas não sabem o que está acontecendo na política, no Brasil. Não é uma crítica, mas acho que eles precisam se informar e se interessar para votar com consciência”, finalizou.

Pense e aja

Eu sei que está complicado acreditar na política. É realmente difícil depositar esperança em pessoas que, muitas vezes, parecem mais preocupadas com interesses próprios do que com os desafios da cidade e do país.

Só que dizer que “nenhum político presta” não adianta nada. E ainda coloca os poucos honestos no mesmo balaio. Se todos forem tratados como iguais antes mesmo de serem analisados, deixamos de exercer justamente uma das poucas decisões que estão diretamente em nossas mãos.

Por isso, antes de domingo, vale gastar alguns minutos pesquisando os candidatos, para quem ainda não fez isso. Ler sobre o que já fizeram, o que defendem, quem os acompanha, quais propostas apresentam e se o discurso está alinhado com as ações.

Prepare sua colinha. Confira seus números. E, na cabine, vote com consciência. Porque deixar de escolher também produz consequências.

Search Box

✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.