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Uma pequena glândula, muitas funções: entenda a importância da hipófise

Tumores nessa região podem provocar alterações hormonais e, quando crescem, comprometer a visão e a qualidade de vida

Saúde em Perspectiva|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Tumores na hipófise, geralmente benignos, podem causar alterações hormonais e comprometer a visão.
  • A hipopituitarismo é uma glândula pequena, mas crucial para a produção e controle de hormônios essenciais.
  • Diagnóstico tardio pode levar a danos visuais irreversíveis, devido à pressão no nervo óptico.
  • A remoção do tumor é feita por cirurgia minimamente invasiva, acessada pelas narinas, melhorando sintomas e evitando progressão da doença.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Apesar de ter aproximadamente o tamanho de uma ervilha, a hipófise participa do controle de diversos hormônios e funções essenciais do organismo. InteligênciaArtificial/MicrosoftCoPilot

Você sabia que um tumor minúsculo pode atrapalhar o crescimento, o metabolismo, a fertilidade, o ciclo menstrual e até a produção de leite? Ele também pode afetar a capacidade do corpo de reagir a agressões físicas ou doenças e o funcionamento da glândula tireoide. Além de tudo isso, se crescer, o tumor pode ainda afetar a visão — uma das complicações mais graves.

O tumor que aparece na hipófise não é um câncer. Na maioria dos casos, trata-se de um tumor benigno e considerado raro, mas, quando ocorre, o impacto na qualidade de vida pode ser grande.


A hipófise é uma glândula bem pequena: tem cerca de um centímetro, aproximadamente o tamanho de uma ervilha. Ela fica na base do cérebro, no centro do crânio e atrás do nariz. Apesar do tamanho, é responsável pela produção e pelo controle de diversos hormônios importantes para o funcionamento do organismo.

Problemas na hipófise InteligênciaArtificial/MicrosoftCoPilot

De acordo com estudos internacionais realizados nos últimos 20 anos, são diagnosticados de 1 a 4 novos casos desse tipo de tumor para cada 100 mil habitantes por ano. Se trouxermos esse dado para a realidade do Brasil, estima-se que apareçam cerca de 8 mil novos casos anualmente. Mesmo sendo raro, o tumor pode provocar sintomas importantes e comprometer a qualidade de vida dos pacientes.

Por causa da dificuldade em descobrir o problema precocemente, algumas pessoas acabam perdendo a visão. Isso acontece porque o tumor pode crescer e pressionar o nervo óptico. Se a perda da visão já for muito avançada no momento do tratamento, infelizmente a recuperação total é pouco provável.


Os pacientes percebem os primeiros sinais e procuram um oftalmologista, mas muitas vezes o diagnóstico não é simples e imediato. A falta de estrutura em alguns serviços e o desconhecimento sobre a doença podem atrasar a descoberta do problema, aumentando o risco de comprometimento visual grave.

Um estudo realizado no passado pelo doutor Pedro Paulo Mariani, neurocirurgião responsável pelo Instituto da Hipófise do Hospital Moriah, avaliou 322 pacientes do SUS durante cinco anos. O levantamento revelou que 70% dessas pessoas já chegaram para a cirurgia com a visão bastante comprometida. Isso acontece porque o diagnóstico costuma ser demorado e, quando o paciente finalmente recebe o tratamento adequado, as chances de recuperar totalmente a visão já são bem menores.


Embora não seja possível garantir a recuperação de funções que já foram parcialmente ou totalmente perdidas, a retirada do tumor é fundamental para evitar a progressão da doença e o agravamento do quadro. Sintomas como dores de cabeça e alterações hormonais podem melhorar após a cirurgia.

Mesmo sendo realizada em uma região complexa do cérebro, a retirada desse tumor não exige abrir diretamente o crânio. A técnica mais moderna pode ser feita sem cortes externos, com acesso pelas narinas.

Na cirurgia, o médico acessa a base do crânio usando um endoscópio. O aparelho entra pelo nariz, o que evita uma cirurgia convencional pelo crânio e não deixa cicatrizes externas. Para guiar o procedimento, um equipamento chamado neuronavegador, que funciona como uma espécie de GPS, é utilizado para proporcionar mais segurança e precisão.

O tumor é visualizado e retirado pelo nariz. Em poucos dias, dependendo da evolução do paciente, ele pode receber alta e voltar para casa e, gradualmente, às suas rotinas.

Se a visão vai melhorar e se as outras funções da hipófise vão voltar ao normal depende de diversos fatores, entre eles quanto tempo o tumor permaneceu pressionando a glândula e os nervos e qual era a condição clínica do paciente no momento da cirurgia.

O ponto principal é que, após o procedimento, o paciente mantenha o seguimento rigoroso com o cirurgião responsável e o acompanhamento clínico especializado. Dessa maneira, é possível controlar a doença e manter uma boa qualidade de vida.

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