Vinho no feriado: qual é a escolha ideal para uma mesa cheia de contrastes
Com uma mesa que mistura peixe, carne, pratos regionais e chocolate, a melhor estratégia é fazer escolhas mais versáteis
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Páscoa está longe de ser uma mesa simples de harmonizar. No Brasil, o cardápio mistura referências: pratos à base de peixe, receitas com bastante azeite, preparações regionais, carnes no domingo e, inevitavelmente, chocolate no final.
É um cenário em que a lógica tradicional, um vinho para um prato, nem sempre funciona. Aqui, a escolha passa por outro caminho: versatilidade.
Peixes e pratos mais intensos: acidez é o ponto de equilíbrio
Grande parte das mesas brasileiras mantém a tradição de consumir peixe, especialmente na Sexta-Feira Santa. Bacalhau segue como referência, mas divide espaço com salmão, tilápia, moquecas e preparações com camarão.
Apesar da base de peixe, muitos desses pratos têm estrutura, seja pelo uso de azeite, seja por ingredientes como leite de coco ou acompanhamentos mais ricos. Nesses casos, vinhos brancos com boa acidez funcionam melhor. Mas vale fugir das escolhas mais óbvias.
Uvas como Trebbiano Spoletino oferecem textura e frescor ao mesmo tempo. Carricante, do Etna, traz mineralidade e precisão. Também entram bem Fiano, Greco e Verdicchio, que conseguem acompanhar o prato sem perder definição.
Carnes e assados: menos potência, mais equilíbrio
No domingo, muitas mesas voltam a incluir carnes, cordeiro, pernil ou preparações assadas. O vinho tinto continua sendo a escolha natural, mas o estilo faz diferença.
Em vez de vinhos muito concentrados, faz mais sentido optar por tintos com taninos mais finos e boa acidez. Pinot Noir é uma opção segura, mas há alternativas interessantes como Nebbiolo em versões mais jovens, Gamay, Grenache (Garnacha), Frappato e Schiava.
São vinhos que acompanham o prato sem dominar a refeição, algo importante em almoços mais longos.
Pratos regionais: adaptar funciona melhor do que padronizar
A Páscoa no Brasil também reflete a diversidade do país. No Nordeste, preparações com coco e sabores mais intensos pedem vinhos com frescor para equilibrar.
No Norte e Centro-Oeste, peixes de água doce e ingredientes locais mudam a lógica da harmonização. Já no Sudeste, o bacalhau segue forte, mas com variações importantes no preparo.
Nesse cenário, tentar padronizar combinações costuma ser menos eficaz do que adaptar o vinho ao perfil do prato.
Chocolate: a regra é clara
O chocolate continua sendo o maior desafio. Aqui, a lógica é direta: o vinho precisa ser tão doce quanto, ou mais, que a sobremesa. Caso contrário, a combinação tende a ficar amarga.
Vinhos como Porto, Sauternes, Moscatel, Vin Santo ou Madeira são as escolhas mais seguras. Tintos secos, especialmente os mais tânicos, não costumam funcionar bem nesse caso.
Espumantes: o caminho mais simples
Se a ideia for simplificar, o espumante continua sendo a opção mais versátil. Funciona bem como aperitivo, acompanha entradas, pratos mais leves e pode até chegar à sobremesa, dependendo do estilo. É um vinho que se adapta ao ritmo da refeição.
No fim, a lógica muda
A Páscoa não pede vinhos mais complexos, pede escolhas mais coerentes. Diante de uma mesa variada, faz mais sentido apostar em frescor, equilíbrio e adaptação do que em potência.
O vinho não precisa resolver tudo. Precisa apenas funcionar bem dentro do conjunto.
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