Estúdio News aborda os impactos da menopausa na saúde da mulher
O programa vai ao ar neste sábado (9), às 22h15
Estúdio News|Do R7

A menopausa, uma etapa natural na vida de milhões de mulheres, ainda é cercada por silêncio, preconceitos e falta de informação. Embora represente o fim da fase reprodutiva, seus impactos vão muito além da fertilidade, interferindo diretamente na qualidade de vida. Atualmente, mais de um bilhão de mulheres no mundo já passaram por essa fase, número que tende a crescer com o aumento da expectativa de vida. Este tema ganha espaço no Estúdio News deste sábado (9), a partir das 22h15, na RECORD NEWS.
No Brasil, o cenário também preocupa, cerca de 82% das mulheres relatam sintomas, muitas vezes intensos, e convivem com uma média de até sete manifestações simultâneas. Apesar disso, apenas 12% recorrem à terapia hormonal, considerada uma das formas mais eficazes de tratamento.
A médica Carolina Ambrogini, ginecologista, sexóloga e psicoterapeuta líder do Instituto da Menopausa do Hospital Moriah, explica que a menopausa não acontece de forma abrupta. “Trata-se de uma transição da vida reprodutiva para a não reprodutiva. Antes da menopausa propriamente dita, existe a perimenopausa, período em que ocorrem oscilações hormonais e irregularidades menstruais”, afirma.
A menopausa costuma ocorrer por volta dos 45 anos nas brasileiras. Segundo a nutróloga e ginecologista, docente e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, Socorro Morais, estudos indicam que os primeiros sintomas podem surgir, em média, três anos antes do que se observava anteriormente.
“Quando essas alterações acontecem antes dos 40 anos, consideramos menopausa precoce”, explica. Esse cenário reforça a importância do acompanhamento médico desde os primeiros sinais.
A terapia hormonal, anteriormente conhecida como reposição hormonal, é um dos principais recursos para aliviar os sintomas. O tratamento consiste, geralmente, na administração de estrogênio e progesterona, este último necessário para mulheres que ainda possuem útero, a fim de evitar riscos ao endométrio.
Apesar dos benefícios, o tratamento não é indicado para todas. “Ele é recomendado para mulheres sintomáticas, que têm impacto real no bem-estar. É uma decisão individual, sempre em conjunto com o médico”, destaca Carolina.
Ainda há resistência ao uso da terapia, muito associada ao risco de câncer. Esse receio ganhou força após a divulgação de um estudo internacional em 2002, mas pesquisas mais recentes trouxeram novas perspectivas.
“Hoje sabemos que o risco é muito baixo. De cada mil mulheres, talvez uma desenvolva câncer e, muitas vezes, já teria predisposição”, afirma Socorro.
O momento ideal para iniciar o tratamento é a chamada “janela de oportunidade”, período que vai do início dos sintomas até cerca de dez anos após a última menstruação.
“Quando iniciada nesse intervalo, a terapia hormonal pode trazer benefícios não apenas para os sintomas, mas também para a saúde óssea, cardiovascular e cognitiva”, explica Socorro. “É uma fase estratégica para promover um envelhecimento com mais autonomia e qualidade de vida.”
Ao contrário do que se pensava no passado, não existe um tempo fixo para a terapia hormonal. “A indicação é reavaliada continuamente. É um tratamento que dura até a próxima consulta”, explica Carolina.
Mais do que medicamentos, o estilo de vida tem papel essencial na saúde durante a menopausa. Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, qualidade do sono e cuidado com a saúde emocional são fundamentais.
O Estúdio News vai ao ar aos sábados, às 22h15. A RECORD NEWS é sintonizada pelos canais de TV fechada 586 Vivo TV, 14 Oi TV, 578 Claro, 419 Sky e 2038 Samsung TV Plus, além do canal 42.1 em São Paulo e demais canais da TV aberta em todo o Brasil.














