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Estúdio News analisa o aumento de acolhimentos humanitários no Brasil

O programa vai ao ar neste sábado (30), às 22h15

Estúdio News|Do R7

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Tadeu de Oliveira, Renata Caetano e Thais Menezes Divulgação/RECORD NEWS

Historicamente reconhecido pela política de acolhimento humanitário, o Brasil tem recebido pessoas vindas principalmente da Venezuela, Haiti, Cuba, Angola, Síria e Afeganistão. Este tema ganha espaço no Estúdio News deste sábado (30), a partir das 22h15, na RECORD NEWS.

Guerras, crises econômicas, perseguições políticas e violações de direitos humanos estão entre os principais fatores que levam essas populações a buscar proteção.


Os venezuelanos seguem como a principal nacionalidade entre os solicitantes de refúgio. Em 2024, representaram cerca de 40% dos pedidos.

Mais recentemente, o número de cubanos também cresceu de forma significativa, refletindo crises políticas e econômicas em seus países de origem.


“Antes, a população de refugiados era majoritariamente do gênero masculino e adulta. Com a chegada das pessoas venezuelanas, houve uma mudança nesse perfil demográfico, com mais famílias e crianças”, explica Thais Menezes, Oficial de Proteção do Acnur em São Paulo.

Hoje, o país abriga mais de 2 milhões de imigrantes, refugiados e solicitantes de refúgio espalhados por todos os estados. Mas, junto com o acolhimento, surgem também grandes desafios, como moradia, saúde, educação e acesso ao mercado de trabalho.


O Brasil é signatário da Convenção de Genebra e, por isso, tem obrigação de receber e analisar pedidos de refúgio.

Mesmo nos casos em que o refúgio é negado, muitos imigrantes conseguem permanecer legalmente no país por meio de residência temporária ou acolhida humanitária, especialmente para pessoas vindas de países como Haiti e Afeganistão, que não têm acordos migratórios específicos com o Brasil, conta Tadeu de Oliveira, coordenador estatístico do Observatório das Migrações Internacionais.


“Essa é uma característica da política brasileira, receber, analisar e buscar soluções. E, em boa parte dos casos, mesmo quando o refúgio é negado, há a possibilidade de regularização migratória” diz o especialista.

A inserção no mercado de trabalho é um dos maiores desafios. Embora haja absorção no mercado formal, especialmente no Sul, com forte presença no agronegócio e na indústria, a maioria dos migrantes ainda atua na informalidade.

“Quando analisamos a estrutura etária desses migrantes e solicitantes de refúgio, vemos que grande parte está em idade ativa, ou seja, apta a trabalhar. Embora haja avanços na inserção, grande parte dos migrantes e refugiados ainda trabalha em condições informais”, ressalta Tadeu.

O aumento nos pedidos de reunião familiar indica que muitos refugiados veem o Brasil como destino permanente. Embora o retorno ao país de origem faça parte do projeto migratório inicial, fatores como inserção social, vínculos familiares e mudanças no país de origem tornam essa possibilidade cada vez mais distante.

“É importante lembrar que, quando falamos de pessoas refugiadas, estamos falando de pessoas que precisam de proteção internacional, pessoas que foram forçadas a sair de seus países por motivos alheios à sua vontade”, pontua Thais.

O Estúdio News vai ao ar aos sábados, às 22h15. A RECORD NEWS é sintonizada pelos canais de TV fechada 586 (Vivo TV), 14 (Oi TV), 578 (Claro), 419 (Sky) e 2038 (Samsung TV Plus), além do canal 42.1 em São Paulo e demais canais da TV aberta em todo o Brasil.

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