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Estúdio News analisa o crescimento da competitividade de operações de remessas internacionais via criptoativos

O programa vai ao ar neste sábado (25), às 22h15

Estúdio News|Do R7

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Caio Barbosa, Renata Caetano e Ricardo Dantas Divulgação/RECORD NEWS

O uso de ativos digitais como alternativa ao câmbio tradicional começa a deixar de ser uma promessa distante para se consolidar como uma realidade em transformação no Brasil. Em um cenário de avanços regulatórios, tanto no país quanto no exterior, operações de remessas internacionais via criptoativos ganham competitividade e pressionam o sistema convencional a se modernizar. Este tema ganha espaço no Estúdio News deste sábado (25), a partir das 22h15, na RECORD NEWS.

Segundo Ricardo Dantas, CEO da Foxbit, o mercado vive um momento claro de transição. “Ainda existe competição entre corretoras de cripto e operadoras cambiais tradicionais, mas essa relação tende cada vez mais à integração. Os ativos digitais vão passar a fazer parte do sistema financeiro, e isso já está acontecendo”, afirma.


O avanço regulatório nos Estados Unidos tem sido um dos principais catalisadores desse movimento. Recentemente, o país aprovou marcos importantes para a regulamentação das stablecoins, criptomoedas lastreadas em moedas fiduciárias, e deve avançar na definição de regras para a atuação conjunta de bancos e corretoras de cripto. Para o mercado global, essas decisões funcionam como um sinal claro de validação institucional da tecnologia.

O Brasil segue caminho semelhante. “Quando grandes economias regulam, o efeito é imediato. Instituições passam a exigir tecnologia mais eficiente, transparente e rápida. Isso cria uma pressão natural por soluções baseadas em blockchain”, explica Ricardo.


Caio Barbosa, fundador e co-CEO da Lumx, destaca que este é um mercado que vem demonstrando maior robustez. “Mesmo sendo um mercado ainda volátil, hoje já existem players que trazem mais segurança jurídica e institucional. Isso faz com que pessoas comuns que, talvez, antes não tivessem tanto apetite a risco passem a se sentir mais confortáveis para investir nesse novo tipo de ativo”, diz.

No cenário doméstico, um dos temas mais sensíveis é a tributação. O governo federal propôs a criação de uma alíquota de 3,5% de IOF sobre a compra de criptoativos a partir de 2026, com isenção para pessoas físicas em operações de até R$ 10 mil por mês. A proposta passou por consulta pública, mas segue suspensa.


Caso aprovada, a medida pode encarecer o uso de criptoativos em remessas internacionais, aproximando seu custo ao do câmbio tradicional. Ainda assim, avalia-se que a eventual equiparação tributária não elimina a principal vantagem do modelo.

“Mesmo que o custo se torne parecido, a diferença tecnológica continua enorme. Uma transação que leva segundos contra outra que demora dias muda completamente a dinâmica”, explica Ricardo. Para ele, a tributação não deve ser vista como um bloqueio ao crescimento do setor, mas como um fator que torna a comparação mais clara.

O Estúdio News vai ao ar aos sábados, às 22h15. A RECORD NEWS é sintonizada pelos canais de TV fechada 586 (Vivo TV), 14 (Oi TV), 578 (Claro), 419 (Sky) e 2038 (Samsung TV Plus), além do canal 42.1 em São Paulo e demais canais da TV aberta em todo o Brasil.

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