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Estúdio News analisa o crescimento no número de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA)

O programa vai ao ar neste sábado (11), às 22h15

Estúdio News|Do R7

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Renata Caetano, Vanessa de Oliveira e Sirlene Ferreira Divulgação/RECORD NEWS

Nos últimos anos houve um crescimento expressivo no número de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Este tema ganha espaço no Estúdio News deste sábado (11), a partir das 22h15, na RECORD NEWS.

A mudança significativa nas estatísticas, segundo especialistas, se deve ao avanço no acesso à saúde mental, na ampliação da informação e na capacidade de identificação.


O Transtorno do Espectro Autista é classificado como um transtorno do neurodesenvolvimento, que afeta principalmente a forma como a pessoa se relaciona com o ambiente e com outras pessoas. As dificuldades aparecem, sobretudo, na interação social, na comunicação e na adaptação a diferentes contextos sociais.

De acordo com a psicóloga Vanessa de Oliveira, analista do comportamento na ABADS (Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social), o autismo impacta a capacidade de interação social e de correspondência às expectativas sociais.


“Essas pessoas podem apresentar dificuldades para brincar, interagir com o outro e compreender regras sociais. Por isso, muitas vezes necessitam de apoios específicos para alcançar uma evolução gradual ao longo da vida”, afirma.

Estudos científicos já apontam que o autismo tem causa predominantemente genética. Para muitos pais, essa informação representa alívio. “Não existe culpado. Ninguém cometeu um erro para que a criança se tornasse autista”, reforça Vanessa.


A compreensão da origem genética permite que a atenção se volte para o cuidado, o acompanhamento e a inclusão, e não para a busca de responsabilidades.

Embora seja possível identificar sinais de alerta desde os primeiros anos de vida, o diagnóstico de autismo exige cautela. Entre os sinais observados estão a dificuldade de contato visual, a ausência de interesse por estímulos, a falta de imitação em brincadeiras e atrasos no desenvolvimento da linguagem.


O diagnóstico do TEA não deve ser feito por um único profissional. Ele exige uma avaliação multidisciplinar, envolvendo psicólogos, neurologistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e, em alguns casos, psicopedagogos, para que não se corra o risco de diagnósticos precipitados. “Quando feitos de forma incorreta, eles podem causar prejuízos à criança”, alerta Sirlene Ferreira, psicóloga e fundadora da Clínica Conecta ABA Incluir Brincando.

A inclusão escolar aparece como uma das principais fontes de preocupação para famílias de crianças com TEA, embora seja um direito garantido por lei no Brasil, a realidade vivida por famílias e educadores revela um cenário distante do ideal.

Para Sirlene, que atua diretamente com famílias e crianças autistas, a questão está na falta de estrutura e condições de trabalho. “Imaginar uma única professora em uma sala com 45 alunos, sendo cinco neurodivergentes, não é inclusão. É simplesmente colocar a criança na escola e esperar que ela se adapte sozinha. Isso prejudica a criança, o professor e os demais alunos, o discurso da inclusão é bonito, mas, na prática, ele não acontece como deveria”, completa.

O Estúdio News vai ao ar aos sábados, às 22h15. A RECORD NEWS é sintonizada pelos canais de TV fechada 586 Vivo TV, 14 Oi TV, 578 Claro, 419 Sky e 2038 Samsung TV Plus, além do canal 42.1 em São Paulo e demais canais da TV aberta em todo o Brasil.

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