Futuro da coroa britânica é assunto do Estúdio News deste sábado (8)
Rei Charles III deve enfrentar alguns desafios para manter a coroa viva
Estúdio News|Do R7

Com tantas mudanças no mundo ao longo dos 70 anos no poder, Elizabeth II se manteve estável, adaptando-se e distanciando-se de temas afeitos à política, ao dia a dia dos primeiros ministros e mantendo, dessa forma, a coroa britânica de pé.
O pesquisador de Harvard, Vitelio Brustolin, acredita que seu maior legado tenha sido manter a coroa viva.
“Por um lado, é um legado de manutenção da coroa que hoje é muito discutido, pedidos de países que são centrais no Reino Unido como a Escócia, por exemplo, ou a Irlanda do Norte, de deixarem ou fazerem plebiscitos e reverem a situação deles na formação do Reino Unido, mas também um legado de estabilidade”.
Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM, também ressalta a estabilidade com que Elizabeth II se manteve por tanto tempo.
“A rainha cumpriu exatamente todos os preceitos e os deveres das funções de Estado. Alguns chefes de estado extrapolaram suas funções, invadiram áreas de governo, e a rainha se manteve exatamente na sua posição o tempo todo, uma equidistância cumprindo com aquilo que é a função de Estado, esse ponto tem que ser muito destacado”.
Charles III foi o príncipe que mais esperou para ser rei na Grã-Bretanha, porém chega num momento muito complicado do Reino Unido. A alta inflação e o preço da energia são alguns dos fatores que acabam afetando as razões de existência de uma coroa.
Além disso, um ponto importante citado pelos estudiosos é a baixa popularidade de Charles III, contrário à Elizabeth II que se comunicava com as pessoas com delicadeza e carisma.
“A princípio, a principal dificuldade dele agora, além da questão da popularidade que sempre foi muitas vezes abaixo de 50%, é a questão de manter unido, junto, e continuar sendo um chefe de Estado. Aqui é preciso fazer uma diferenciação, o rei Charles é chefe de Estado, ele não é chefe de Governo então, na teoria, ele apenas representa o Estado do Reino Unido, a coroa britânica, mas ele chega num momento de insatisfação, inclusive por razões relacionadas ao dia a dia da política”, afirma Vitelio.
Trevisan acrescenta: “São situações que se complementam, há uma pressão muito forte, há uma situação muito tensa não só com a inflação na Inglaterra, com a crise energética, e nós temos ainda uma situação mais grave, parece que a atual primeira ministra Lis Truss terá um mandato muito curto, as crises estão se avolumando”.
O Estúdio News vai ao ar aos sábados, às 22h30. A Record News é sintonizada pelos canais de TV fechada 55 Vivo TV, 78 Net, 32 Oi TV, 14 Claro, 19 Sky e 134 GVT, além do canal 42.1 em São Paulo e demais canais da TV aberta em todo o Brasil.















