‘Conexão incrível’, diz executiva sobre ‘doidas’ da centenária marca de panelas de luxo
Ao ‘Mulheres Positivas’, Ju Fernandes destaca a importância da aproximação com o consumidor para o sucesso de uma marca
Mulheres Positivas|Do R7, com RECORD NEWS
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Ju Fernandes não tinha nenhuma experiência no varejo premium até chegar na Le Creuset. Com uma carreira construída no mundo das finanças, entre empresas dos setores industrial e farmacêutico, trabalhar diretamente com o cliente era um desafio para a executiva, mas um que ela estava disposta a enfrentar.
“Eu sempre fui muito curiosa, então eu não me contentava apenas ali em finanças, eu queria entender o negócio como um todo”, diz em entrevista ao Mulheres Positivas desta quinta-feira (30).
Mas, quando a promoção à COO (Chefe de Operações) da divisão da América Latina da tradicional marca francesa de utensílios de cozinha veio, a ficha de Ju demorou a cair. “Eu não consegui comemorar. Eu fiquei quieta, fiquei muda, fiquei calada”, conta. Ela perguntou ao seu superior se ele achava que ela dava conta do recado. “E aí veio uma frase maravilhosa dele. Ele disse: ”Você já faz essas funções, você só tem o cargo agora.”
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A atuação na marca tem gerado uma “bagagem incrível”, tanto em termos de carreira quanto para a vida pessoal da executiva, que já foi responsável por algumas mudanças importantes dentro da Le Creuset. A principal? Um foco especial nos consumidores ávidos das clássicas panelas coloridas, com quem teve contato logo de cara. Coincidentemente, ela chegou à empresa durante a realização do bazar anual da marca.
Em sua última edição, em junho, o evento contou com cerca de 6,5 mil pessoas ao longo de cinco dias. “E ali a gente faz o primeiro dia para os amantes da marca. A gente tem um fã-clube que são as “doidas da Le Creuset”. Elas vêm de todo o Brasil. Tem gente que pega 26 horas de ônibus para estar lá com a gente, para comprar. [...] Então é um evento muito gostoso. E a gente acaba conhecendo muita gente.”
Ju diz que foi graças a um insight de uma das “doidas”, em busca de peças raras, que a marca mudou sua estratégia no Brasil. Aí ela entendeu a importância da escuta ativa do consumidor. “Você tem que ouvir, porque, no final do dia, a gente precisa dos clientes para fechar nossa conta. Está sendo uma troca muito rica”, afirma. Foi com essa ideia que a empresa se voltou para o marketing de influência.
“Isso é um divisor de águas, mesmo. Antes de 2022, eu acho que a Le Creuset era muito focada em grandes chefs. Eu até brinco isso com a equipe e falo: “Olha, quando eu vi o Alex Atala cozinhando, eu olhava aquilo e falava: ‘Não é para mim’.” Então a gente acabou desmistificando muito isso. A gente faz mais eventos, a gente está mais perto do cliente.”
Eu acho que tudo ali que a gente faz é com paixão. Você vê as pessoas muito engajadas, acho que transborda para os clientes, então eu acho que é a nossa definição
Para ela, a marca representa paixão. “Eu acho que tudo ali que a gente faz é com paixão. Você vê as pessoas muito engajadas, acho que transborda para os clientes, então eu acho que é a nossa definição”, aponta.
“Ali a gente escuta todo mundo, todo mundo pode dar opinião, entrar na minha sala para dar uma ideia. Então, realmente é uma liderança muito em conjunto. Acho que isso realmente faz diferença. A gente escuta as pessoas falando “a minha loja”, “a minha marca”. Elas se sentem realmente donas daquilo. E eu acho que isso é o que tem trazido tanto resultado positivo“, conclui.
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