Designer de joias ‘queridinha’ dos famosos revela como superou tragédia familiar na infância
Emar Batalha teve a mãe assassinada pelo próprio pai; hoje reconhecida no setor da alta joalheria, ela quer ajudar outras mulheres
Mulheres Positivas|Do R7, com RECORD NEWS
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Emar Batalha, conhecida como um dos nomes principais na joalheria brasileira, conta que a trajetória antes de alcançar o espaço desejado foi marcada por violência. A mãe da designer foi morta pelo pai, que não aceitava o fim do relacionamento com ela, e, após o crime, Emar morou com a avó, passou fome e trabalhou desde cedo para chegar onde queria.
“Era um relacionamento de muita briga, então, assim, eu mesmo lembro de imagens dos meus pais brigando, eu sentada de frente para o quarto deles, e eu assistindo eles brigando, ela com um vidro de álcool na mão, jogando no próprio corpo e uma caixa de fósforo. Era esse tipo de relacionamento que eles tinham. Era um relacionamento muito violento”, contou em entrevista a Fabi Saad no programa Mulheres Positivas.
Para Emar, a mudança de pensamento e vida veio quando ela percebeu que existiam outras realidades além da que vivia em Colatina, no interior do Espírito Santo, onde ela nasceu e cresceu. “A chave foi justamente essa: entender que tinha um outro mundo, o qual era diferente do meu”.
Eu mesmo lembro de imagens dos meus pais brigando, eu sentada de frente para o quarto deles, e eu assistindo eles brigando, ela com um vidro de álcool na mão, jogando no próprio corpo e uma caixa de fósforo. Era esse tipo de relacionamento que eles tinham.
Segundo a designer, ela sempre foi muito “ajuizada”, porque sabia que “não podia ter uma segunda chance” e então decidiu estudar muito.
Ela começou então a desenvolver peças em prata e joias quando voltou a morar em Colatina e iniciou a carreira como empresária.
Ajuda de Preta Gil
Por meio de um assessor da cantora Preta Gil, Emar conseguiu entrar em contato com ela, o que fez a artista começar a usar e divulgar o trabalho da joalheria de Emar.
“A Preta [Gil] abriu várias portas para mim; ela acreditou no meu trabalho, por isso que eu acho que acredito muito em mulheres que apoiam mulheres. A Preta era essa mulher, é uma pessoa que hoje não está aqui mais com a gente, mas ela sempre vai ter uma importância imensa na minha vida”, ressaltou.
Além do trabalho na joalheria, Emar também é presidente do Instituto Alimentando o Bem, projeto que ela idealizou em 2020, durante a pandemia de Covid-19.
A iniciativa, que começou com a distribuição de alimentos, evoluiu para um espaço que oferece capacitação profissional, apoio psicossocial, acesso à moradia digna e ações de fortalecimento da autoestima, com foco na quebra do ciclo da pobreza e da violência.
“Ao invés de abrir algo para a criança, eu tenho que abrir algo para a mulher, que é o que fala com a minha história, que fala com a minha tradição, porque eu sou uma mulher que cheguei onde cheguei sozinha, então por que não criar oportunidade para essas mulheres voltarem a sonhar e perceberem que elas também podem criar uma vida por elas mesmas?”, reflete Emar.
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