‘Eu não vim ao mundo para ser mediana’, diz nova CEO de plataforma online de viagens
Na liderança de uma gigante do setor, Rafaela Rezende diz não ter medo de errar nem de ser autêntica
Mulheres Positivas|Do R7, com RECORD NEWS
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A carreira profissional de Rafaela Rezende não teve um início bem-sucedido. Ela mesma sabe disso: “No meu primeiro estágio, eu fui trabalhar em uma indústria química e fui a pior estagiária”. Mesmo assim, não desanimou e trocou para a área de varejo. Foi lá onde começou a crescer: “Isso não foi sorte. [...] Isso tem relação com o propósito”. Pouco tempo depois, notou que o propósito que a aguardava era maior.
Ambiciosa, Rafaela mudou para o setor de tecnologia e subiu a escada corporativa, tornando-se presidente de uma empresa do ramo em apenas três anos. O futuro guardava mais. Assumiu o risco de deixar o caminho que havia construído até então para encarar um novo desafio. Em maio tornou-se a CEO da Decolar.
Trabalhar com turismo é algo novo para mim [...], mas toda vez que eu mudei de trabalho, nunca foi por dinheiro
“Trabalhar com turismo é algo novo para mim [...], mas toda vez que eu mudei de trabalho, nunca foi por dinheiro. [...] Sempre foi porque, em algum momento, aquilo não estava mais funcionando para mim. [...] Sei quando estou virando uma profissional mediana e aí eu entendo que é o momento de mudar, porque eu não vim ao mundo para ser mediana”, revelou durante o Mulheres Positivas desta quinta (24).

Com uma carreira marcada por mudanças e adaptações, para a diretora, mais do que aprender com os problemas, é necessário saber lidar com eles e como se adaptar para garantir resultados melhores. Uma filosofia que faz questão de incorporar aos negócios que administra.
“Acho que o CEO deve ser um grande criador de problema. Qual é o problema que o CEO vai colocar na mesa que ninguém está tendo a capacidade de enxergar? [...] Não estou lá para resolver o problema dos outros, eu estou lá para [...] fazer todo mundo se unir olhando para uma mesma direção”, afirma Rafaela. Sem medo de falar o que pensa, Rafaela enxerga a própria autenticidade como um ponto forte.

“Eu sempre entendi que a minha voz era a minha arma. Nunca me calei diante de desafios, nem em uma mesa com 90 homens, eu sendo a única mulher. Independentemente se as pessoas iam gostar ou não. [...] É natural a gente às vezes cair nesse erro da insegurança, mas acho que o mais importante é conseguir sair dele rápido”.
O CEO deve ser um grande criador de problema. Qual é o problema que o CEO vai colocar na mesa que ninguém está tendo a capacidade de enxergar?

Aos 41 anos, mais de 700 empregados estão sob o comando da CEO. Ainda assim, ela reserva um tempo especial para uma das conexões mais importantes da vida: a própria filha. Poder acordá-la cedo de manhã, prepará-la para a aula e aproveitar uma festa de aniversário são momentos inegociáveis para Rafaela, que ironicamente vê neles o mesmo valor do que o de uma viagem internacional.
Felicidade e segurança caminham juntas, segundo a diretora: “Muitas mulheres [...], por medo, estão ali em uma zona de segurança e não conseguem sair daquele lugar. Uma coisa que eu aprendi é que eu não tenho medo de falhar. Errar faz parte da vida. O meu compromisso com a minha felicidade é maior do que o meu medo de errar”. Sem medo, ela embarca agora na próxima viagem que a própria carreira aguarda.
Assista à entrevista completa:
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