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Líder de gigante farmacêutica busca mudar ‘mercado masculinizado’ e se inspira na filha adotiva

Diretora-geral de empresa líder no segmento de genéricos, Lucia Rossato contou sua trajetória em entrevista ao programa ‘Mulheres Positivas’

Mulheres Positivas|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lucia Rossato tornou-se a primeira mulher a liderar uma das principais marcas de medicamentos genéricos do Brasil, promovendo transição para o maior grupo farmacêutico nacional.
  • Com uma carreira iniciada em estágio, Lucia avançou para posições de destaque, enfrentando o ambiente masculinizado do setor farmacêutico e promovendo equidade de gênero na empresa.
  • Sob sua liderança, a empresa alcançou 60% de mulheres em cargos de liderança e investiu em inovação e desenvolvimento tecnológico, incluindo o uso de inteligência artificial.
  • Lucia inspira-se em sua filha adotiva, Juliana, e em personagens como Moana, destacando a importância da teimosia e do empoderamento feminino em sua trajetória de sucesso.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lucia Rossato, uma mulher com cabelos loiros ondulados, sorri enquanto está sentada em um estúdio de televisão. Ela usa uma blusa vermelha sob um paletó claro e tem as mãos unidas à frente. O fundo é composto por paredes em tons suaves de verde e azul, com elementos gráficos discretos. A iluminação é suave, criando uma atmosfera acolhedora.
'A gente precisa de mais equidade', afirma Lucia Rossato sobre o mercado em que atua Reprodução / Record News

Desde que assumiu, em 2025 o cargo de diretora-geral de uma das principais marcas de medicamentos genéricos, Lucia Rossato tornou-se a primeira presidente mulher da empresa, ganhando uma posição de destaque na indústria farmacêutica do país. Agora, em 2026, a CEO guia o negócio durante um processo de transição em que a empresa deixa de ser um grupo multinacional e passa a ser o maior grupo farmacêutico do Brasil. E pensar que tudo começou com um estágio.

“Eu não tinha nem carro. Eu visitava os médicos fazendo propaganda médica”, contou Lucia em entrevista a Fabi Saad, no programa Mulheres Positivas da última quinta-feira (17). Formada em publicidade e propaganda, ela se manteve na indústria farmacêutica desde o início da carreira. Aos poucos, entrou em novos setores, como marketing e planos de saúde. Antes de ser CEO, foi a primeira gerente de vendas mulher de outra gigante do mercado.


Eu não tinha nem carro. Eu visitava os médicos fazendo propaganda médica

(Lucia Rossato, sobre o início da carreira)

Ao longo dos 30 anos de carreira, ela continuou a avançar e hoje se encontra no cargo mais importante que já assumiu. Apesar das conquistas, a diretora entende que o ramo farmacêutico continua a ser um ambiente masculinizado: “Mesmo dentro da Medley, a gente tem áreas de atenção que a gente precisa promover mais equidade”. Desde que assumiu a função, ela busca reverter o cenário.

Além de 50% dos 877 colaboradores do negócio serem mulheres, Lucia trabalhou para que o índice feminino de liderança dentro da empresa subisse para 60%. “Eu falo com as mulheres da Medley e do mercado: seja você mesma. Não se associe a um personagem para você ser aceita naquele meio. [...] Claro que o medo faz parte, ele vem junto com a responsabilidade, mas confie em você”.


As farmácias não são as mesmas de 10 anos atrás. Esse espaço está mudando, seja do ponto de vista físico ou digital

(Lucia Rossato, sobre mudanças no mercado)

As mudanças na equipe vieram acompanhadas de uma ênfase maior em inovação e desenvolvimento das tecnologias, afinal: “As farmácias não são as mesmas de 10 anos atrás. Esse espaço está mudando, seja do ponto de vista físico ou digital”. Por conta dessa filosofia, a CEO começa a experimentar mais com inteligência artificial, mas ainda preza pela conexão humana dentro e fora dos negócios.

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Adoção da filha

Quanto à vida pessoal, ela entende que adotar a filha Juliana a ajudou a enfrentar o trabalho com ainda mais força. Lucia se lembra de um episódio em que Juju, uma menina preta, sofreu racismo na escola e decidiu denunciar o caso na coordenação. “Eu achei isso muito bacana. [...] Ela se sentiu empoderada. Então eu vejo na Juliana a mulher brasileira, forte, que tem que ser dona de si, [...] que não tem que ter medo de conquistar o próprio espaço”.


Então eu vejo na Juliana a mulher brasileira, forte, que tem que ser dona de si

(Lucia Rossato, sobre a filha adotiva)

Lucia é guiada pelo otimismo, empatia e teimosia, uma característica que a marcou após assistir ao filme Moana. “Não só porque ela quebra o paradigma de princesa, mas ela é extremamente teimosa. Ela chega a desobedecer à família para conquistar e proteger a tribo que depois ela vai liderar. E a gente tem que ser teimoso”. Desde um início humilde como estagiária, ao cargo de CEO, Lucia, com sua dose de teimosia, conseguiu conquistar o próprio sucesso.

Assista à entrevista completa:

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