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Profissional de Uberaba (MG) tenta manter tradição da prática artesanal para curtimento do couro

Curtumeiro Edvaldo Candido Vieira exerce a profissão desde 1988 e demonstra desejo de passar tradição para o neto

Record News Rural|Do R7

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Em Uberaba (MG), um profissional mantém a tradição do trabalho artesanal para o curtimento do couro, no caminho contrário a um mercado cada vez mais tecnológico. Edvaldo Candido Vieira conta que aprendeu a prática com seu antigo chefe, conhecido como Libanês, com o qual trabalhou por mais de 20 anos. 


“Desde 1988 eu comecei a trabalhar com o Libanês. Eu fiquei com ele até 2014. Aprendi o artesanato mesmo com ele, como curtia, qual o produto que usava para não agredir o meio ambiente”, diz Edvaldo.

O curtumeiro ressalta a qualidade dos produtos produzidos por ele, de maneira completamente manual: “Eu uso técnicas que muitos curtumes grandes nem imaginam que exista. As peles que eu faço, sai um artigo de primeira. Tanto a sola, o meio curtume, a vaqueta, tudo que eu faço, sai mercadoria de primeira.”

Edvaldo, hoje com 54 anos, relata que a prática exige cada vez mais do corpo. “O serviço é muito pesado, eu já não estou conseguindo mais. Eu sinto muita dor nos braços, muita dor nas pernas, minha coluna já não é boa”, diz.

Mesmo com os avanços tecnológicos que levam a prática a ser cada vez mais incomum, o curtumeiro espera que seu neto continue seu legado. “Ele está com 8 anos. [Vou] ensinar para ele, porque eu não aprendi nada na escola, foi tudo na prática. [...] Eu não vou desistir não”, completa.

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