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Brasil chama para consultas embaixador em Buenos Aires depois de ofensas de Milei a Lula

Governo pediu retorno de Julio Bitelli para consultas um dia após convenção do PL que contou com presidente argentino

Reuters

Reuters|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo brasileiro chamou o embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas em Brasília após ofensas de Javier Milei a Lula.
  • O presidente argentino fez ataques ao governo e ao judiciário brasileiro durante uma convenção do PL.
  • O gesto do governo brasileiro é considerado um dos mais duros no meio diplomático, indicando uma crise entre os países.
  • As relações entre as presidências do Brasil e Argentina já estavam deterioradas e não houve tentativas de encontros oficiais entre Lula e Milei.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Governo vai discutir críticas de Javier Milei com embaixador brasileiro na Argentina Mariana Nedelcu/Reuters - 26.06.2026

O governo brasileiro chamou de volta a Brasília, para consultas, o embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, depois dos ataques que o presidente argentino, Javier Milei, fez ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao governo e ao judiciário brasileiro durante a convenção do PL, no sábado (25).

De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, a decisão foi tomada na manhã deste domingo (26), depois do ministro das Relações Exteriores, Mauro Viera, consultar o presidente.


O gesto é considerado um dos mais duros no meio diplomático, reservado para momentos em que se avalia que é uma crise com outro país. O governo brasileiro tratou o discurso como uma afronta, disse uma das fontes.

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Ao falar ao lado de Flávio Bolsonaro durante a convenção, Milei citou o presidente brasileiro por diversas vezes, chamando-o de presidiário, e o governo brasileiro de “socialistas ladrões”, além de defender o candidato do PL como quem pode “parar Lula”.


O governo brasileiro se preparava para uma possível resposta a Milei. Uma das fontes disse à Reuters que o presidente argentino seria ignorado se apenas defendesse a candidatura de Flávio, mas haveria uma resposta se atacasse o presidente e as instituições brasileiras.

O fato piora ainda mais uma relação hoje quase inexistente entre as presidências dos dois países. Essa é a segunda vez que Milei vem ao Brasil, mas em nenhum dos casos tentou um encontro oficial com Lula - que também não tem interesse em recebê-lo.

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