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Bisavó sofre duas paradas cardíacas após ser informada de morte de lutador no Rio

Cauã da Silva foi baleado em Cordovil, na zona norte do Rio, na segunda-feira (4). Família acusa PMs de efetuar disparos

Rio de Janeiro|Inácio Loyola, do R7*, com Felipe Batista, da Record TV Rio

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Cauã fazia
parte de projeto de luta
Cauã fazia parte de projeto de luta

A bisavó de Cauã da Silva dos Santos, morto em Cordovil, na zona norte do Rio, sofreu duas paradas cardíacas após ser informada da morte do bisneto, segundo familiares.

Em entrevista à Record TV Rio, Edineize Rodrigues Soares, que é a avó do adolescente, contou que a mãe foi internada no dia da morte de Cauã e segue hospitalizada.


Os parentes do jovem afirmaram que ele foi morto por policiais e teve o corpo jogado em um valão. Cauã foi baleado na segunda (4) quando voltava de uma festa do projeto social de artes marciais que participava.

A avó de Cauã pediu justiça e afirmou que a perda do neto está sendo muito difícil para toda a família.


“O mais indignante é que, além de terem matado, eles jogaram meu neto dentro do rio, como se meu neto fosse ninguém. Meu neto era alguém, meu neto era muito importante pra mim, para o pai, para a mãe e para os irmãos”, disse Edineize.

Os policiais militares do 16° BPM (Olaria), envolvidos na ação em Cordovil que terminou com a morte do lutador, foram afastados da corporação. Os peritos do IML (Instituto Médico Legal) localizaram o fragmento de um projétil de arma de fogo no tórax do corpo da vítima, que vai passar por exame de balística para determinar de onde partiu o tiro.


Enterro

O corpo de Cauã da Silva dos Santos foi enterrado na tarde desta quarta-feira (6) no Cemitério de Irajá, na zona norte do Rio. Durante o velório, o irmão do lutador carregava a medalha conquistada pelo jovem. No próximo domingo (10), ele iria competir novamente.

Nascido e criado na Comunidade do Dourado, em Cordovil, Cauã chegou a se mudar para a casa do pai em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para ficar mais perto do irmão caçula e também para fugir da rotina violência.


Porém, em janeiro de 2022, ele resolveu voltar para a comunidade da zona norte do Rio para continuar participando do projeto de artes marciais. 

*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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