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Bombeiros ainda combatem focos de incêndio em aterro sanitário que pegou fogo em Teresópolis (RJ)

Prefeitura afirmou que o local estava interditado desde 2018, quando foram constatadas irregularidades em seu funcionamento

Rio de Janeiro|Bernardo Pinho*, do R7, com Mayara Decothé da Record TV Rio

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Aterro sanitário
estava interditado desde 2018
Aterro sanitário estava interditado desde 2018

A Prefeitura Municipal de Teresópolis afirmou, por meio de nota, que ainda há focos de incêndio no aterro sanitário do Fischer nesta terça-feira (27). O local foi tomado pelas chamas na madrugada de ontem (26), o que fez com que a cidade ficasse sob uma névoa de fumaça tóxica. O trabalho de rescaldo ainda é feito para impedir novos focos de incêndio.

O Corpo de Bombeiros trabalhou durante o dia de ontem no combate ao incêndio. Equipes das secretarias municipais de Defesa Civil, Meio Ambiente, Segurança Pública e de Obras e Serviços Públicos acompanharam o processo. 


Ainda de acordo com a prefeitura, o aterro estava interditado desde 2018, quando foi constatada a presença de irregularidades no funcionamento do local.

No dia de hoje, 20 instituições de ensino próximas ao local do incêndio tiveram suas aulas suspensas. A Secretaria Municipal de Educação avalia a situação.


A Polícia Civil investiga, junto à prefeitura, a origem do incidente. De acordo com informações, a principal suspeita é a de que o aterro teria sido alvo de um incêndio criminoso.

O Inea (Instituto Estadual do Ambiente) afirmou que o estava em funcionamento por determinação de uma decisão judicial, após o local ter sido embargado pelo órgão, em 2008. Por meio de nota, o órgão informou que as medidas emergenciais solicitadas "não impediriam a combustão de metano oriundo da deposição de resíduos sólidos urbanos inadequadamente ao longo dos anos" no local.


O Inea relatou que foram feitas vistorias, em conjunto com a Secretaria de Estado do Ambiente, que reforçavam que as medidas de controle deveriam ser rotineiras para evitar situações de risco ambiental.

"Neste sentido, o instituto está em tratativas junto ao município para a celebração de um TAC [Termo de Ajuste de Conduta] prevendo as ações necessárias para remediar o local, o que depende, principalmente, da discussão do mesmo em âmbito do processo judicial em curso".


Reunião entre MP, Inea e município

O MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) disse que haverá uma audiência pública para tratar do aterro sanitário, com representantes do Inea e do município, nas próximas semanas.

A promotoria declarou que acompanha o caso desde 1995. Uma ação propôs que o lixão a céu aberto se tornasse um aterro controlado, o que foi parcialmente atendido, em 2009.

O MP revelou que a vida útil do local foi reduzida devido às décadas de omissão administrativa.

Atualmente, a promotoria disse trabalhar em duas frentes em relação ao caso: implantação efetiva da coleta seletiva, que além das questões sociais que envolvem os catadores ainda tem potencial de redução do volume de resíduos descartados do lixão; e encerramento do lixão e a consequente remediação ambiental do local, para impedir a propagação de contaminação e a ocorrência de acidentes ambientais.

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