Caso Claudia: MP denuncia dois policiais por morte de mulher arrastada no Rio
Outros quatro PMs vão responder por fraude processual; traficante também foi denunciado
Rio de Janeiro|Do R7

O MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) denunciou os policiais militares Rodrigo Medeiros Boaventura e Zaqueu de Jesus Pereira Bueno por homicídio doloso qualificado de Claudia Ferreira, de 38 anos, quase um ano depois após a morte da auxiliar de serviços gerais. A mulher foi baleada durante uma operação policial no morro da Congonha, em Madureira, em 16 de março de 2014. O caso teve grande repercussão porque a vítima foi colocada no porta-malas da viatura da Polícia Militar e teve o corpo arrastado por 350 metros.
Rodrigo, Zaqueu e mais quatro PMs também vão responder por fraude processual. Um traficante que teria iniciado a troca de tiros que terminou com a morte da vítima também foi denunciado.
Com relação a Rodrigo Medeiros Boaventura e Zaqueu de Jesus Pereira Bueno, a 2ª Promotoria junto ao 3º Tribunal do Júri entendeu que houve dolo eventual na conduta dos policiais, pois eles assumiram o risco de produzir o resultado morte ao efetuarem disparos de fuzil em situação em que qualquer pessoa que passasse pelo local naquele momento poderia ser alvejada.
De acordo com o MPRJ, concluiu-se que a dupla e também os policiais Adir Serrano Machado, Alex Sandro da Silva Alves, Rodney Miguel Archanjo, que estavam na viatura que arrastou Claudia, e Gustavo Ribeiro Meirelles alteraram o cenário do crime, na medida em que removeram o corpo de Claudia do local onde foi alvejada, colocando-o no interior do carro, a pretexto de socorrê-la, mesmo sabendo que já se encontrava morta.
A Promotoria destaca que “os seis denunciados, agindo de forma livre e consciente, inovaram artificiosamente o estado de lugar, com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito, visando produzir efeitos em futura ação penal a ser eventualmente deflagrada".
Já o traficante Ronald Felipe dos Santos foi enquadrado nos crimes de tentativa de homicídio contra os policiais, qualificado por ter sido motivado para assegurar a execução e impunidade do crime de tráfico, e também de associação para o tráfico.















