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Caso Sumaré: adolescente liberado por PMs presta depoimento e ficará sob proteção policial

Guardas Municipais que apreenderam o menor também foram ouvidos na DH

Rio de Janeiro|Do R7

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PMs que apreenderam três adolescentes e mataram um deles foram à DH na terça, mas não prestaram depoimento
PMs que apreenderam três adolescentes e mataram um deles foram à DH na terça, mas não prestaram depoimento

Um menor que testemunhou o assassinato de um adolescente por dois PMs no morro do Sumaré prestou depoimento hoje na Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, nesta quarta-feira (23). O jovem de 16 anos que trabalha como camelô na Uruguaiana, no centro do Rio, foi um dos adolescentes apreendidos pelos PMs e levados para o Sumaré. Na ocasião, ele foi liberado pelos agentes, que atiraram nos outros dois, e desde então foi considerado desaparecido.

Os guardas municipais que apreenderam o adolescente e o entregaram aos policiais também prestaram depoimento na DH. Eles teriam sido apreendidos por suspeita de praticarem furtos no centro do Rio.


No depoimento, o adolescente disse que só não morreu porque convenceu os PMs que tinha um amigo em comum com eles e mostrou a chave do trabalho, dizendo que não estava envolvido em crimes. Segundo a polícia, ele não tem anotações criminais. O outro jovem diz ter sobrevivido por ter se fingido de morto após ser baleado.

Leia mais: Jovem torturado acusa PMs e relembra morte de amigo: "Vi ele dando o último suspiro"


Os dois adolescentes que sobreviveram foram incluídos no programa de proteção à testemunha. O adolescente de 16 anos vai passar a noite na delegacia sob proteção policial.

Na terça-feira (22), os dois PMs acusados de assassinar um adolescente estiveram na DH para prestar depoimento. Porém, os acusados pediram para serem ouvidos outro dia, com a presença dos advogados. O pedido foi aceito pelo delegado Rivaldo Barbosa e o depoimento deve aconter na próxima sexta-feira (25). Vinícius Lima e Fábio Magalhães são acusados de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e ocultação de cadáver, e estão presos no BEP (Batalhão Especial Prisional).

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